Para uns, eles continuam em forma. Para outros, perderam a verve criativa de sua música com os anos de estrada. Envelheceram e não conseguiram se renovar. Se é verdade ou mentira, equívoco, exagero, gosto ou opinião, Paralamas do Sucesso e Titãs mostram se o som produzido continua jovem e vivo, com a técnica e a qualidade que a experiência traz. As bandas se apresentam juntas em Belém nesta sexta-feira (25), no Cidade Folia, a partir das 21h.
Para ler a matéria inteira, clique no link abaixo:
http://www.guiart.com.br/index.php?pg=e&id=7422
Yorranna Oliveira
Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Um olhar sobre a impresa
Luís Gonzaga Belluzzo
Eu estava na ante-sala de uma médica, em Salvador. Sábado, dia 29 de agosto. E
apenas por essa contingência, dei-me de cara com uma chamada de primeira página
- uma manchetinha - da revista Época, já antiga, de março deste ano de 2009: "A
moda de pegar rico" - as prisões da dona da Daslu e dos diretores da Camargo
Corrêa.
Alguém já imaginou uma manchete diferente, e verdadeira como por exemplo, A moda
de prender pobres? Ou A moda de prender negros? Não, mas aí não. A revolta é
porque se prende rico. Rico, mesmo que cometendo crimes, não deveria ser preso.
Lembro isso apenas para acentuar aquilo que poderíamos denominar de espírito de
classe da maioria da imprensa brasileira. Ela não se acomoda - isso é preciso
registrar. Não se acomoda na sua militância a favor de privilégios para os mais
ricos. E não cansa de defender o seu projeto de Brasil sempre a favor dos
privilegiados e a favor da volta das políticas neoliberais. Tenho dito com certa
insistência que a imprensa brasileira tem partido, tem lado, tem programa para o
País.
E, como todos sabem, não é o partido do povo brasileiro. Ela não toma partido a
favor de quaisquer projetos que beneficiem as maiorias, as multidões. Seus olhos
estão permanentemente voltados para os privilegiados. Não trai o seu espírito de
classe.
Isso vem a propósito do esforço sobre-humano que a parcela dominante de nossa
mídia vem fazendo recentemente para criar escândalos políticos. E essa
pretensão, esse esforço não vem ao acaso. Não decorre de fatos jornalísticos que
o justifiquem.
Descobriram Sarney agora. Deu trabalho, uma trabalheira danada. A mídia
brasileira não o conhecia após umas cinco décadas de presença dele na vida
política do país. Só passou a conhecê-lo agora, quando se fazia necessário
conturbar a vida do presidente da República. O ódio da parcela dominante de
nossa mídia por Lula é impressionante. Já que não era possível atacá-lo de
frente, já que a popularidade e credibilidade dele são uma couraça, faça-se uma
manobra de flanco de modo a atingi-lo. Assim, quem sabe, terminemos com a
aliança do PMDB com o PT.
Não, não se queira inocência na mídia brasileira. Ninguém pode aceitar que a
mídia brasileira descobriu Sarney agora. Já o conhecia de sobra, de cor e
salteado. Não houve furo jornalístico, grandes descobertas, nada disso.
Tratava-se de cumprir uma tarefa política. Não se diga, porque impossível de
provar, ter havido alguma articulação entre a oposição e parte da mídia para
essa empreitada. Talvez a mídia tenha simplesmente cumprido o seu tradicional
papel golpista.
Houvesse a pretensão de melhorar o Senado, de coibir a confusão entre o público
e o privado que ali ocorre, então as coisas não deviam se dirigir apenas ao
político maranhense, mas à maior parte da instituição. Só de raspão chegou-se a
outros senadores. Nisso, e me limito a apenas isso, o senador Sarney tem razão:
foi atacado agora porque é aliado de Lula. Com isso, não se apagam os eventuais
erros ou problemas de Sarney. Explica-se, no entanto, a natureza da empreitada
da mídia.
A mídia podia se debruçar com mais cuidado sobre a biografia dos acusadores. Se
fizesse isso, se houvesse interesse nisso, seguramente encontraria coisas do
arco da velha. Mas, nada disso. Não há fatos para a mídia. Há escolhas, há
propósitos claros, tomadas de posição. Que ninguém se iluda quanto a isso.
Do Sarney a Lina Vieira. Impressionante como a mídia não se respeita. E como
pretende pautar uma oposição sem rumo. É inacreditável que possamos nós estarmos
envolvidos num autêntico disse-me-disse quase novelesco, o país voltado para
saber se houve ou não houve uma ida ao Palácio do Planalto. Não estamos diante
de qualquer escândalo. Afinal, até a senhora Lina Vieira disse que, no seu
hipotético encontro com Dilma, não houve qualquer pressão para arquivar qualquer
processo da família Sarney - e esta seria a manchete correta do dia seguinte à
ida dela ao Senado. Mas não foi, naturalmente.
Querem, e apenas isso, tachar a ministra Dilma de mentirosa. Este é objetivo.
Sabem que não a pegam em qualquer deslize. Sabem da integridade da ministra. É
preciso colocar algum defeito nela. Não importa que tenham falsificado
currículos policiais dela, vergonhosamente. Tudo isso é aceitável pela mídia. Os
fins, para ela, justificam os meios.
Será que a mídia vai atrás da notícia de que Alexandre Firmino de Melo Filho é
marido de Lina? Será? Eu nem acredito. E será, ainda, que ele foi mesmo ministro
interino de Integração Nacional de Fernando Henrique Cardoso, entre agosto de
1999 e julho de 2000? Era ele que cochichava aos ouvidos dela quando do
depoimento no Senado? Se tudo isso for verdade, não fica tudo muito claro sobre
o porquê de toda a movimentação política de dona Lina? Sei não, debaixo desse
angu tem carne.
Mas, há, ainda, a CPI da Petrobras que, como se imaginava, está quase morrendo
de inanição. Os tucanos não se conformam, E nem a mídia. Como é que a empresa
tornou-se uma das gigantes do petróleo no mundo, especialmente agora sob o
governo Lula e sob a direção de um baiano, o economista José Sérgio Gabrielli de
Azevedo? Nós, os tucanos, pensam eles, fizemos das tripas coração para
privatizá-la e torná-la mais eficiente, e os petistas mostram eficiência e ainda
por cima descobrem o pré-sal. É demais para os tucanos e para a mídia, que
contracenou alegremente com a farra das privatizações do tucanato.
Acompanho o ditado popular "jabuti não sobe em árvore". A CPI da Petrobras não
surge apenas como elemento voltado para conturbar o processo das eleições.
Inegavelmente isso conta. Mas o principal são os interesses profundos em torno
do pré-sal. Foi isso ser anunciado com mais clareza e especialmente anunciada a
pretensão do governo de construir um novo marco regulatório para gerir essa
gigantesca reserva de petróleo, e veio então a idéia da CPI, entusiasticamente
abraçada pela nossa mídia. Não importa que não houvesse qualquer fato
determinado. Importava era colocá-la em marcha.
Curioso observar que a crise gestada pela mídia com a tríade
Sarney-Lina-Petrobras, surge precisamente no mesmo período daquela que explodiu
em 2005. Eleições e mídia, tudo a ver. Por tudo isso é que digo que a mídia
constitui-se num partido. Nos últimos anos, ela tem se comportado como a
pauteira da oposição, que decididamente anda perdida. A mídia sempre alerta a
oposição, dá palavras-de-ordem, tenta corrigir rumos.
De raspão, passo por Marina Silva. Ela sempre foi duramente atacada pela mídia
enquanto estava no governo Lula. Sempre considerada um entrave ao
desenvolvimento, ao progresso quando defendia e conseguia levar adiante suas
políticas de desenvolvimento sustentável. De repente, os colunistas mais
conservadores, as revistas mais reacionárias, passam a endeusá-la pelo simples
fato de que ela saiu do PT. É a mídia e sua intervenção política. Marina, no
entanto, para deixar claro, não tem nada com isso. Creio em suas intenções de
intervenção política séria, fora do PT. Neste, teve uma excelente escola, que
ela não nega.
Por tudo isso, considero essencial a realização da I Conferência Nacional de
Comunicação. Por tudo isso, tenho defendido com insistência a necessidade de uma
nova Lei de Imprensa. Por tudo isso, em defesa da sociedade, tenho defendido que
volte a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Por tudo isso, tenho dito que a democratização profunda da sociedade brasileira
depende da democratização da mídia, de sua regulamentação, de seu controle
social. Ela não pode continuar como um cavalo desembestado, sem qualquer
compromisso com os fatos, sem qualquer compromisso com os interesses das
maiorias no Brasil.
Luís Gonzaga Belluzzo é economista da UNICAMP
Eu estava na ante-sala de uma médica, em Salvador. Sábado, dia 29 de agosto. E
apenas por essa contingência, dei-me de cara com uma chamada de primeira página
- uma manchetinha - da revista Época, já antiga, de março deste ano de 2009: "A
moda de pegar rico" - as prisões da dona da Daslu e dos diretores da Camargo
Corrêa.
Alguém já imaginou uma manchete diferente, e verdadeira como por exemplo, A moda
de prender pobres? Ou A moda de prender negros? Não, mas aí não. A revolta é
porque se prende rico. Rico, mesmo que cometendo crimes, não deveria ser preso.
Lembro isso apenas para acentuar aquilo que poderíamos denominar de espírito de
classe da maioria da imprensa brasileira. Ela não se acomoda - isso é preciso
registrar. Não se acomoda na sua militância a favor de privilégios para os mais
ricos. E não cansa de defender o seu projeto de Brasil sempre a favor dos
privilegiados e a favor da volta das políticas neoliberais. Tenho dito com certa
insistência que a imprensa brasileira tem partido, tem lado, tem programa para o
País.
E, como todos sabem, não é o partido do povo brasileiro. Ela não toma partido a
favor de quaisquer projetos que beneficiem as maiorias, as multidões. Seus olhos
estão permanentemente voltados para os privilegiados. Não trai o seu espírito de
classe.
Isso vem a propósito do esforço sobre-humano que a parcela dominante de nossa
mídia vem fazendo recentemente para criar escândalos políticos. E essa
pretensão, esse esforço não vem ao acaso. Não decorre de fatos jornalísticos que
o justifiquem.
Descobriram Sarney agora. Deu trabalho, uma trabalheira danada. A mídia
brasileira não o conhecia após umas cinco décadas de presença dele na vida
política do país. Só passou a conhecê-lo agora, quando se fazia necessário
conturbar a vida do presidente da República. O ódio da parcela dominante de
nossa mídia por Lula é impressionante. Já que não era possível atacá-lo de
frente, já que a popularidade e credibilidade dele são uma couraça, faça-se uma
manobra de flanco de modo a atingi-lo. Assim, quem sabe, terminemos com a
aliança do PMDB com o PT.
Não, não se queira inocência na mídia brasileira. Ninguém pode aceitar que a
mídia brasileira descobriu Sarney agora. Já o conhecia de sobra, de cor e
salteado. Não houve furo jornalístico, grandes descobertas, nada disso.
Tratava-se de cumprir uma tarefa política. Não se diga, porque impossível de
provar, ter havido alguma articulação entre a oposição e parte da mídia para
essa empreitada. Talvez a mídia tenha simplesmente cumprido o seu tradicional
papel golpista.
Houvesse a pretensão de melhorar o Senado, de coibir a confusão entre o público
e o privado que ali ocorre, então as coisas não deviam se dirigir apenas ao
político maranhense, mas à maior parte da instituição. Só de raspão chegou-se a
outros senadores. Nisso, e me limito a apenas isso, o senador Sarney tem razão:
foi atacado agora porque é aliado de Lula. Com isso, não se apagam os eventuais
erros ou problemas de Sarney. Explica-se, no entanto, a natureza da empreitada
da mídia.
A mídia podia se debruçar com mais cuidado sobre a biografia dos acusadores. Se
fizesse isso, se houvesse interesse nisso, seguramente encontraria coisas do
arco da velha. Mas, nada disso. Não há fatos para a mídia. Há escolhas, há
propósitos claros, tomadas de posição. Que ninguém se iluda quanto a isso.
Do Sarney a Lina Vieira. Impressionante como a mídia não se respeita. E como
pretende pautar uma oposição sem rumo. É inacreditável que possamos nós estarmos
envolvidos num autêntico disse-me-disse quase novelesco, o país voltado para
saber se houve ou não houve uma ida ao Palácio do Planalto. Não estamos diante
de qualquer escândalo. Afinal, até a senhora Lina Vieira disse que, no seu
hipotético encontro com Dilma, não houve qualquer pressão para arquivar qualquer
processo da família Sarney - e esta seria a manchete correta do dia seguinte à
ida dela ao Senado. Mas não foi, naturalmente.
Querem, e apenas isso, tachar a ministra Dilma de mentirosa. Este é objetivo.
Sabem que não a pegam em qualquer deslize. Sabem da integridade da ministra. É
preciso colocar algum defeito nela. Não importa que tenham falsificado
currículos policiais dela, vergonhosamente. Tudo isso é aceitável pela mídia. Os
fins, para ela, justificam os meios.
Será que a mídia vai atrás da notícia de que Alexandre Firmino de Melo Filho é
marido de Lina? Será? Eu nem acredito. E será, ainda, que ele foi mesmo ministro
interino de Integração Nacional de Fernando Henrique Cardoso, entre agosto de
1999 e julho de 2000? Era ele que cochichava aos ouvidos dela quando do
depoimento no Senado? Se tudo isso for verdade, não fica tudo muito claro sobre
o porquê de toda a movimentação política de dona Lina? Sei não, debaixo desse
angu tem carne.
Mas, há, ainda, a CPI da Petrobras que, como se imaginava, está quase morrendo
de inanição. Os tucanos não se conformam, E nem a mídia. Como é que a empresa
tornou-se uma das gigantes do petróleo no mundo, especialmente agora sob o
governo Lula e sob a direção de um baiano, o economista José Sérgio Gabrielli de
Azevedo? Nós, os tucanos, pensam eles, fizemos das tripas coração para
privatizá-la e torná-la mais eficiente, e os petistas mostram eficiência e ainda
por cima descobrem o pré-sal. É demais para os tucanos e para a mídia, que
contracenou alegremente com a farra das privatizações do tucanato.
Acompanho o ditado popular "jabuti não sobe em árvore". A CPI da Petrobras não
surge apenas como elemento voltado para conturbar o processo das eleições.
Inegavelmente isso conta. Mas o principal são os interesses profundos em torno
do pré-sal. Foi isso ser anunciado com mais clareza e especialmente anunciada a
pretensão do governo de construir um novo marco regulatório para gerir essa
gigantesca reserva de petróleo, e veio então a idéia da CPI, entusiasticamente
abraçada pela nossa mídia. Não importa que não houvesse qualquer fato
determinado. Importava era colocá-la em marcha.
Curioso observar que a crise gestada pela mídia com a tríade
Sarney-Lina-Petrobras, surge precisamente no mesmo período daquela que explodiu
em 2005. Eleições e mídia, tudo a ver. Por tudo isso é que digo que a mídia
constitui-se num partido. Nos últimos anos, ela tem se comportado como a
pauteira da oposição, que decididamente anda perdida. A mídia sempre alerta a
oposição, dá palavras-de-ordem, tenta corrigir rumos.
De raspão, passo por Marina Silva. Ela sempre foi duramente atacada pela mídia
enquanto estava no governo Lula. Sempre considerada um entrave ao
desenvolvimento, ao progresso quando defendia e conseguia levar adiante suas
políticas de desenvolvimento sustentável. De repente, os colunistas mais
conservadores, as revistas mais reacionárias, passam a endeusá-la pelo simples
fato de que ela saiu do PT. É a mídia e sua intervenção política. Marina, no
entanto, para deixar claro, não tem nada com isso. Creio em suas intenções de
intervenção política séria, fora do PT. Neste, teve uma excelente escola, que
ela não nega.
Por tudo isso, considero essencial a realização da I Conferência Nacional de
Comunicação. Por tudo isso, tenho defendido com insistência a necessidade de uma
nova Lei de Imprensa. Por tudo isso, em defesa da sociedade, tenho defendido que
volte a obrigatoriedade do diploma para o exercício da profissão de jornalista.
Por tudo isso, tenho dito que a democratização profunda da sociedade brasileira
depende da democratização da mídia, de sua regulamentação, de seu controle
social. Ela não pode continuar como um cavalo desembestado, sem qualquer
compromisso com os fatos, sem qualquer compromisso com os interesses das
maiorias no Brasil.
Luís Gonzaga Belluzzo é economista da UNICAMP
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Amazônia e WWF Brasil
No dia 21 de setembro, às 16h10, as áreas protegidas da Amazônia terão destaque na programação do WWF-Brasil, no VI Congresso Brasileiro de Unidades de Conservação (CBUC). Em evento organizado em parceria com o Ministério do Meio Ambiente (MMA) e o Instituto Socioambiental (ISA), será anunciado o início da fase 2 do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e lançado o mapa Amazônia Brasileira 2009.
O Arpa investirá na criação de novas áreas protegidas na Amazônia e na consolidação e sustentabilidade financeira das áreas já existentes para que o Brasil alcance resultados de conservação da biodiversidade e dos ecossistemas.
Durante o lançamento, o MMA anunciará os objetivos e as diretrizes para a implementação da segunda fase do Arpa, no início de 2010. Durante essa nova etapa serão apoiadas unidades de conservação que somam 20 milhões de hectares, além das já apoiadas atualmente. Até agora, o Arpa dá suporte a 63 unidades de conservação, num total de 34 milhões de hectares.
Nesse contexto de começo de uma nova etapa do Arpa, será lançado o mapa Amazônia Brasileira 2009. A edição destaca as unidades de conservação apoiadas pelo programa e serve como um importante instrumento de trabalho e divulgação das áreas protegidas na Amazônia.
Composto pelas quatro edições anteriores, o mapa realizado pelo ISA - com apoio do WWF-Brasil -, apresenta uma face da complexidade socioambiental da Amazônia Legal, representada por seus aspectos naturais e por áreas protegidas.
SERVIÇO:
21/09 – Segunda-feira – 16h10
Anúncio da Fase 2 do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e lançamento do Mapa Amazônia Brasileira 2009
Representantes:
Anael Aymoré Jacob ou Maria Cecilia de Brito, MMA
Claudio Maretti, WWF-Brasil
Enrique Svirsky, ISA
Sobre o Arpa:
Resultado de parceria entre governo federal, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FunBio), Banco Mundial, Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW), Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ) e WWF-Brasil, o Programa Áreas Protegidas da Amazônia é coordenado pelo MMA e implementado pelas instituições de gestão de unidades de conservação como o ICMBio (federal) e os sete estados amazônicos (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins).
Para conferir a programação completa do WWF-Brasil no CBUC, acesse: www.wwf.org.br
O Arpa investirá na criação de novas áreas protegidas na Amazônia e na consolidação e sustentabilidade financeira das áreas já existentes para que o Brasil alcance resultados de conservação da biodiversidade e dos ecossistemas.
Durante o lançamento, o MMA anunciará os objetivos e as diretrizes para a implementação da segunda fase do Arpa, no início de 2010. Durante essa nova etapa serão apoiadas unidades de conservação que somam 20 milhões de hectares, além das já apoiadas atualmente. Até agora, o Arpa dá suporte a 63 unidades de conservação, num total de 34 milhões de hectares.
Nesse contexto de começo de uma nova etapa do Arpa, será lançado o mapa Amazônia Brasileira 2009. A edição destaca as unidades de conservação apoiadas pelo programa e serve como um importante instrumento de trabalho e divulgação das áreas protegidas na Amazônia.
Composto pelas quatro edições anteriores, o mapa realizado pelo ISA - com apoio do WWF-Brasil -, apresenta uma face da complexidade socioambiental da Amazônia Legal, representada por seus aspectos naturais e por áreas protegidas.
SERVIÇO:
21/09 – Segunda-feira – 16h10
Anúncio da Fase 2 do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa) e lançamento do Mapa Amazônia Brasileira 2009
Representantes:
Anael Aymoré Jacob ou Maria Cecilia de Brito, MMA
Claudio Maretti, WWF-Brasil
Enrique Svirsky, ISA
Sobre o Arpa:
Resultado de parceria entre governo federal, Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (FunBio), Banco Mundial, Fundo Global para o Meio Ambiente (GEF), Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW), Agência de Cooperação Técnica Alemã (GTZ) e WWF-Brasil, o Programa Áreas Protegidas da Amazônia é coordenado pelo MMA e implementado pelas instituições de gestão de unidades de conservação como o ICMBio (federal) e os sete estados amazônicos (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia e Tocantins).
Para conferir a programação completa do WWF-Brasil no CBUC, acesse: www.wwf.org.br
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Amazônia em foco
Não li nenhuma matéria sobre isso nos jornais locais e/ou sites. Se alguém tiver lido, por favor mande o link.
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/floresta-amazonia-flora-fauna-cientista-ecologia-497813.shtml
http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/floresta-amazonia-flora-fauna-cientista-ecologia-497813.shtml
sexta-feira, 11 de setembro de 2009
Belo Monte
Christina Machado
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) indicou o projeto de geração de energia elétrica denominado Aproveitamento Hidrelétrico Belo Monte, localizado no Rio Xingu, no estado do Pará, prioritário para efeito de licitação e implementação. A resolução está no Diário Oficial da União de hoje (11).
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a prioridade se deve à importância do projeto para o Brasil. A hidrelétrica vai ser a segunda maior do país depois de Itaipu, com capacidade de geração estimada em 11,2 mil megawatts. O leilão será realizado em novembro.
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte vai integrar o Submercado Norte e estará conectada à Rede Básica na Subestação de Xingu. O projeto leva em conta a importância estratégica de parcelas de terras banhadas pelo Rio Xingu para a conservação da diversidade biológica e a proteção da cultura indígena, segundo a resolução.
O projeto também determina que o potencial hidroenergético a ser explorado será apenas aquele situado no Rio Xingu, entre a foz e a sede urbana do município de Altamira. O edital do leilão de compra deverá prever a constituição de uma sociedade de propósito específico (SPE) no caso de o vencedor da licitação ser consórcio, fundo de participação em investimentos ou empresa estrangeira.
A participação acionária conjunta de fornecedores e construtores não será superior a 40% no consórcio participante do leilão e a 20% na sociedade de propósito específico. O edital deverá prever também a possibilidade de ingresso de sócios estratégicos na composição acionária da SPE.
A exposição do vendedor no mercado de curto prazo estará limitada ao valor máximo vigente do preço de liquidação de diferenças, calculado periodicamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), levando em conta os custos variáveis de operação dos empreendimentos termelétricos disponíveis.
Fonte: Agência Brasil - EBC
Link: http://www.agenciabrasil.gov.br/
O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) indicou o projeto de geração de energia elétrica denominado Aproveitamento Hidrelétrico Belo Monte, localizado no Rio Xingu, no estado do Pará, prioritário para efeito de licitação e implementação. A resolução está no Diário Oficial da União de hoje (11).
De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a prioridade se deve à importância do projeto para o Brasil. A hidrelétrica vai ser a segunda maior do país depois de Itaipu, com capacidade de geração estimada em 11,2 mil megawatts. O leilão será realizado em novembro.
A Usina Hidrelétrica de Belo Monte vai integrar o Submercado Norte e estará conectada à Rede Básica na Subestação de Xingu. O projeto leva em conta a importância estratégica de parcelas de terras banhadas pelo Rio Xingu para a conservação da diversidade biológica e a proteção da cultura indígena, segundo a resolução.
O projeto também determina que o potencial hidroenergético a ser explorado será apenas aquele situado no Rio Xingu, entre a foz e a sede urbana do município de Altamira. O edital do leilão de compra deverá prever a constituição de uma sociedade de propósito específico (SPE) no caso de o vencedor da licitação ser consórcio, fundo de participação em investimentos ou empresa estrangeira.
A participação acionária conjunta de fornecedores e construtores não será superior a 40% no consórcio participante do leilão e a 20% na sociedade de propósito específico. O edital deverá prever também a possibilidade de ingresso de sócios estratégicos na composição acionária da SPE.
A exposição do vendedor no mercado de curto prazo estará limitada ao valor máximo vigente do preço de liquidação de diferenças, calculado periodicamente pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), levando em conta os custos variáveis de operação dos empreendimentos termelétricos disponíveis.
Fonte: Agência Brasil - EBC
Link: http://www.agenciabrasil.gov.br/
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Marina no PV
Fonte: Valor Econômico
"Funciono por metáforas", avisou a senadora Marina Silva ontem de tarde durante a sua filiação ao Partido Verde, em uma casa de eventos de São Paulo. Em seguida recitou um trecho de Guimarães Rosa para situar os 30 anos de trajetória política no PT, encerrada há poucos dias: "Será que você seria capaz de se esquecer de mim, e, assim mesmo, depois e depois, sem saber, sem querer, continuar gostando? Como é que a gente sabe?". Enxugou lágrimas, comoveu as 1.200 pessoas da plateia e prosseguiu, saudando os colegas do novo partido com Santo Agostinho: "Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei. É que estavas dentro de mim e eu estava fora de mim!" A plateia se levantou e reagiu: "Brasil, urgente, Marina Presidente!".
Sua possível candidatura à Presidência da República em 2010 depende, agora, do que ela vem chamando há dias de "revisão programática do PV". O processo já foi disparado. A intenção é que o PV atualize o programa elaborado em 1994. Uma série de seminários pelo Brasil alimentará a proposta. A estratégia deverá também filtrar os quadros que surgiram mais para preencher o requisito da cláusula de barreira (5% dos votos na Câmara) do que por sintonia com a agenda verde. "Não se trata de nenhuma caça às bruxas", avisa o biólogo João Paulo Capobianco, braço direito de Marina Silva à época do Ministério do Meio Ambiente e uma das 21 pessoas que integram a comissão formada para dar conteúdo ao PV, rever seu programa e ao final, promover uma "repactuação". "Quem não estiver afinado terá que sair", explica Capobianco. Isto feito, uma convenção, no começo de 2010, poderá cravar o nome de Marina Silva à disputa presidencial.
"Não tenho mais a ilusão da juventude, do partido perfeito, mas acredito que homens e mulheres de bem podem aperfeiçoar as instituições", disse ela. "Alianças são heterogêneas em todos os partidos, isso não é privilégio do PV", contextualizou, para, em seguida, falar na estratégia de construção de alianças e que deve levar em conta mulheres, jovens, empresários, movimentos sociais, academia, evangélicos, católicos. "Não devemos fazer nenhum apartamento de classes", sugeriu.
Marina Silva contou que no processo de desligamento do PT ouviu que não podia promover seu projeto de desenvolvimento sustentável para o Brasil dentro do partido que ajudou a fundar. "Concluí que não queria mais o embate para convencer daquilo que o mundo inteiro já está convencido" e que "buscaria o encontro com os que já estão convencidos." Continuou: "Não é um novo caminho, é uma nova maneira de caminhar". Na entrevista coletiva depois da filiação, sugeriu: "Precisamos permitir que surjam novas lideranças, com novos pensamentos, novas linguagens".
Ontem, saudada como o novo e mais brilhante nome do Partido Verde, a filiação de Marina Silva dava nova estatura ao PV. "Para mim é um momento de esperança da renovação verde, em sintonia com uma onda mundial de renovação política, com ecologia, e que é maior que os partidos", festejava Thomas Fatheuer, diretor-executivo da Fundação Heinrich Boell no Brasil, ligada ao movimento verde alemão. "Vivemos um momento especial, conectado com o futuro" disse a francesa Catherine Greeze, deputada dos verdes no Parlamento Europeu. Mario Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, era outro que comemorava: "Nunca tanta gente me pediu ajuda para montar plataformas políticas ambientais", disse. "O efeito-Marina explodiu."
"Marina extrapola o sentimento partidário", avaliava José Rubens Pereira Gomes, o presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que reune 623 grupos sociais da Amazônia. "Quando ela se candidatou a senadora pelo Acre, a mobilização era nacional, nunca vi isto antes."
Mas os desafios, agora, estão em lente de aumento. O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) dava pistas. "Tratamos da Amazônia e do buraco da camada de ozônio, mas também devemos tratar de temas menos glamourosos na Europa como as nove milhões de crianças no Brasil sem saneamento básico. O PV tem que dizer algo sobre violência urbana, tem que propor algo neste sentido."
"Fico honrada com o convite para ser candidata e pelo acolhimento popular, mas a minha decisão só acontecerá em 2010", avisou Marina ao deixar a festa onde gente de cabelo verde e gente com cachorros vestidos com slogans se misturava a atores como Cristiane Torloni e Victor Fasano, militantes, políticos, representantes indígenas, estudantes, empresários, professores e ambientalistas.
"Funciono por metáforas", avisou a senadora Marina Silva ontem de tarde durante a sua filiação ao Partido Verde, em uma casa de eventos de São Paulo. Em seguida recitou um trecho de Guimarães Rosa para situar os 30 anos de trajetória política no PT, encerrada há poucos dias: "Será que você seria capaz de se esquecer de mim, e, assim mesmo, depois e depois, sem saber, sem querer, continuar gostando? Como é que a gente sabe?". Enxugou lágrimas, comoveu as 1.200 pessoas da plateia e prosseguiu, saudando os colegas do novo partido com Santo Agostinho: "Tarde te amei, beleza tão antiga e tão nova, tarde te amei. É que estavas dentro de mim e eu estava fora de mim!" A plateia se levantou e reagiu: "Brasil, urgente, Marina Presidente!".
Sua possível candidatura à Presidência da República em 2010 depende, agora, do que ela vem chamando há dias de "revisão programática do PV". O processo já foi disparado. A intenção é que o PV atualize o programa elaborado em 1994. Uma série de seminários pelo Brasil alimentará a proposta. A estratégia deverá também filtrar os quadros que surgiram mais para preencher o requisito da cláusula de barreira (5% dos votos na Câmara) do que por sintonia com a agenda verde. "Não se trata de nenhuma caça às bruxas", avisa o biólogo João Paulo Capobianco, braço direito de Marina Silva à época do Ministério do Meio Ambiente e uma das 21 pessoas que integram a comissão formada para dar conteúdo ao PV, rever seu programa e ao final, promover uma "repactuação". "Quem não estiver afinado terá que sair", explica Capobianco. Isto feito, uma convenção, no começo de 2010, poderá cravar o nome de Marina Silva à disputa presidencial.
"Não tenho mais a ilusão da juventude, do partido perfeito, mas acredito que homens e mulheres de bem podem aperfeiçoar as instituições", disse ela. "Alianças são heterogêneas em todos os partidos, isso não é privilégio do PV", contextualizou, para, em seguida, falar na estratégia de construção de alianças e que deve levar em conta mulheres, jovens, empresários, movimentos sociais, academia, evangélicos, católicos. "Não devemos fazer nenhum apartamento de classes", sugeriu.
Marina Silva contou que no processo de desligamento do PT ouviu que não podia promover seu projeto de desenvolvimento sustentável para o Brasil dentro do partido que ajudou a fundar. "Concluí que não queria mais o embate para convencer daquilo que o mundo inteiro já está convencido" e que "buscaria o encontro com os que já estão convencidos." Continuou: "Não é um novo caminho, é uma nova maneira de caminhar". Na entrevista coletiva depois da filiação, sugeriu: "Precisamos permitir que surjam novas lideranças, com novos pensamentos, novas linguagens".
Ontem, saudada como o novo e mais brilhante nome do Partido Verde, a filiação de Marina Silva dava nova estatura ao PV. "Para mim é um momento de esperança da renovação verde, em sintonia com uma onda mundial de renovação política, com ecologia, e que é maior que os partidos", festejava Thomas Fatheuer, diretor-executivo da Fundação Heinrich Boell no Brasil, ligada ao movimento verde alemão. "Vivemos um momento especial, conectado com o futuro" disse a francesa Catherine Greeze, deputada dos verdes no Parlamento Europeu. Mario Mantovani, diretor da SOS Mata Atlântica, era outro que comemorava: "Nunca tanta gente me pediu ajuda para montar plataformas políticas ambientais", disse. "O efeito-Marina explodiu."
"Marina extrapola o sentimento partidário", avaliava José Rubens Pereira Gomes, o presidente do Grupo de Trabalho Amazônico (GTA), que reune 623 grupos sociais da Amazônia. "Quando ela se candidatou a senadora pelo Acre, a mobilização era nacional, nunca vi isto antes."
Mas os desafios, agora, estão em lente de aumento. O deputado federal Fernando Gabeira (PV-RJ) dava pistas. "Tratamos da Amazônia e do buraco da camada de ozônio, mas também devemos tratar de temas menos glamourosos na Europa como as nove milhões de crianças no Brasil sem saneamento básico. O PV tem que dizer algo sobre violência urbana, tem que propor algo neste sentido."
"Fico honrada com o convite para ser candidata e pelo acolhimento popular, mas a minha decisão só acontecerá em 2010", avisou Marina ao deixar a festa onde gente de cabelo verde e gente com cachorros vestidos com slogans se misturava a atores como Cristiane Torloni e Victor Fasano, militantes, políticos, representantes indígenas, estudantes, empresários, professores e ambientalistas.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
Momentos congelados
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