Yorranna Oliveira

Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Quarta e quinta. Dois dias sem fim....

Nas últimas horas uma música horrenda domina minha mente. É um daqueles tecnobregas assimilados por osmose, que tem na letra frases assim: “eu vou beber pra esquecer meus probremaaaa”. Meus caros, a coisa ficou roça. Por outro lado, a música pelo menos me faz rir...se estivesse ouvindo outras que só me fazem chorar...(essas eu vou deixar numa caixa bem escondida pra não cair na tentação de botar pra tocar. Chorar cansa, esgota e dá ruga). Ainda bem que o final de semana está na minha porta. Não será o mais agradável de todos, mas ao menos terá rock e vou conhecer novas bandas e sonoridades (assim espero) com o Festival Fora da Panela, que vai rolar no Memorial dos Povos, neste sábado (17), a partir das 15 h. Quem sabe eu também não dou uma passada pelo lançamento do videcolipe da música “Unfaceless Bride”, da banda Vinil Laranja, no Espaço Cultural da Cidade Velha.

Quase fiquei animada...vamos ver se terei ânimo até lá.

"Uma porrada lírica"

Muitos livros têm me espancado com palavras. Mas o espancamento é no melhor de todos os sentidos: o artístico, o poético, o capaz de tocar e comover.
http://www.screamyell.com.br/literatura/douglascopland.htm

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Três dias de espancamento cultural

Nelson Rodrigues dizia: “Mulher gosta é mesmo de apanhar”. Mas se a “porrada” em questão for artística ou estética, ela se estende a todos, independentemente do sexo. Porque o ateliê cultural Corredor Polonês promove nos dias 8, 9 e 10 de outubro o Surra de Arte. Três dias de muita atividade nas áreas de fotografia, cinema de rua, teatro, artes plásticas, música, literatura entre outras vertentes. Uma temporada para deixar marcas pelo corpo e pela mente.


Leia a matéria na íntegra aqui: http://www.guiart.com.br/index.php?pg=4&id=7452

Paraense é selecionado pelo MinC

“Juliana contra o Jambeiro do Diabo pelo coração de João Batista”. O nome pomposo é título de um dos três roteiros da região Norte selecionados pela Secretaria do Audiovisual, do Ministério da Cultura (MinC) este ano na categoria “Curta Metragem de Ficção”. “Juliana”, do cineasta paraense Roger Elarrat, apresenta uma viagem pelo universo do realismo fantástico. O curta é um “road movie” na Amazônia, e tem como cenário as cidades de Belém e São Caetano de Odivelas (nordeste paraense).

Para ler a matéria completa, clique no link abaixo:
http://www.guiart.com.br/index.php?pg=4&id=7447

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

Só o institucional é feliz

Gente, antes de mais nada...um infinito pedido de desculpas pela minha ausência na festa de despedida dos estagiários. Foi por falta de locomoção, e não por falta de consideração. Durante a madrugada, a doença dos velhinhos me atacou. Meu reumatismo voltou a me atormentar, numa dor insuportável que foi parar no hospital e só passou pela manhã depois de uma injeção na bunda. Dói até agora, se serve de consolo (hehehe, sério). Fora a perda do meu celular para um trombadinha, na noite anterior. A história é hilária e merece um post à parte.

Mas o fato é que o reumatismo se apossou de mim. No entanto, acredito num fator psicológico para este inconveniente, muito a calhar, por sinal. Odeio despedidas. Elas sempre me entristecem e fazem chorar. A despedida interrompe histórias, decreta o fim. A despedida se infiltra em nossas vidas para dizer que acabou. Tudo bem, na nossa existência tudo tem o seu tempo e a sua hora. Mas diga lá, meu caro, quem não gostaria de adiar esses momentos infinitas vezes? Todos nós, pelo menos os instantes felizes.

Eu compreendi então, que a despedida não resume o fim propriamente dito. Nossa vida está cheia de pontos finais. Pontos finais existem para não deixar uma história incompleta, porque outras precisam começar. Comigo também será assim. E a Secom foi uma das muitas que completaram seu ciclo para abrir passagem para novos recomeços e possibilidades.

E todas as pessoas da Diretoria de Comunicação Institucional exerceram um papel importante na construção da minha história. Por isso, me acompanharão seja em carne e osso ou apenas em lembranças, eternizadas e arquivadas na minha memória. Sempre.

Como posso esquecer da dupla dinâmica Cintia e Glenda? As duas me ensinaram através de sua competência como deve ser um bom profissional. E claro, jamais esquecerei os almoços regados a palhaçadas insanas. Impossível almoçar sossegada com suas piadas infames (hahaah, eu não resisti). E como relegar ao abandono as cenas de desespero diante de uma missão quase impossível, porque para elas qualquer missão se torna possível. Acima, de tudo, Cintia e Glenda me ensinaram um pouco mais sobre o valor da amizade. Companheiras, elas choram e sorriem juntas em todos os momentos. Obrigada, meninas.

Graças a Secom, eu conheci a Dani. Ela se transformou na minha nova amiga de infância, tamanha a nossa afinidade. Na irmã mais velha que não tive, na conselheira de todas as horas, até meio mãezona (claro) com suas broncas e esculhambações quando eu pisava e piso na bola. Dani, obrigada pelos conselhos, pelas trocas de conhecimento, pelas discussões diárias e infindáveis sobre qualquer assunto, pelos livros, pelos discos, por me ensinar sobre ato de ser mãe, pela Clarice Guti-guti, por fazer parte da minha trajetória e continuar nela por muito tempo. Que a nossa amizade sobreviva sempre.

Tem ainda o Arthur, palhaço incorrigível. O Fabrício, a fofura em pessoa (arrasa na rádio, menino. Você merece). Os meninos da distribuição. A Ana Delgado, com suas pernas incríveis (Ana Perna Boa como diz o David – ops tem ele também) e seu poder de convencimento, só possível a uma boa jornalista. O Gleidson, mesmo com todos os seus irritantes defeitos (quem não os têm)é meu melhor amigo, não vale, prefiro não tecer muitos comentários...ele é minha alma gêmea desde sempre. O conto Os Sobreviventes, do Caio Fernando Abreu resume bem a nossa amizade. Estaremos juntos até o fim. E saiba: eu tenho muito orgulho de você, amigo!

Pela Secom, eu conheci a Carol (pronunciando-se Queeeeerol pra ficar bem fresco), outra amiga para ficar. Com seu jeito meigo e doce, conquistou a todos, e pela competência como jornalista é exemplo de boa repórter e boa fotógrafa, completa mesmo, não é amiga? Uma repórter que sabe fotografar. Te agradeço, Carol, pelos ensinamentos também, e por me dar dois novos amigos: a minha amiguinhaaaa Gigi, e o Lucas. Duas fofuras mirins, as quais ao lado da mãe, eu cultivarei sempre um imenso carinho.

Não posso esquecer do Mário, com sua seriedade e conhecimento sobre política. Nem da Gerci, a chefe que pede desculpas por melhorar uma resposta. Sempre disposta a ajudar, a ensinar, a entender, a abrir concessões. Gerci, com sua entrega ao trabalho e às pessoas amadas, você me ensinou a ser uma pessoa melhor, muito obrigada também.

E, claro, há ainda a Waleiska, minha chefe querida, mui querida. Ela, entre outras pessoas aqui citadas, estará nos agradecimentos do meu TCC. Tagarela, estressada, competente, humorada, como poderia terminar este texto sem citá-la e agradecer pelos conselhos e broncas? Jamais, mesmo eu não seguindo todos os conselhos à risca, como deveria. Obrigada Leiska, por me deixar participar da oficina da Eliane Brum, aquele dia foi muito importante pra mim. Obrigada por me escolher como sua estagiária (lembro da entrevista de estágio até hoje). Eu aprendi muitas lições e saio da Secom com a cabeça repleta de informações, transformadas em conhecimento. A jornada no institucional foi um aprendizado. Obrigada por me sugerir o rumo certo a seguir. Desculpe se eu não superei ou ao menos alcancei as suas expectativas, eu tenho consciência dos meus erros e acertos. Obrigada por tudo.

O Yuri Potter (não lembro como escreve o nome dele, hehe), quando nos visitou ainda na Secom de Nazaré, comentou num misto de entusiasmo e frustração sobre a nossa felicidade. “Nossa como vocês são felizes aqui!”. Sim, Potter, somos felizes mesmo, até nas nossas misérias e mancadas. Nos damos bem, rimos juntos de tudo, de todos e de nós mesmos. E esse clima de descontração, mesclado a muito trabalho eu vou levar sempre comigo na minha jornada. Espero ser feliz assim em outros locais também. Se eu não for, tudo bem, a gente aceita e entende. Aos menos o institucional é feliz.


Abraços a todos,
Yorranna Oliveira

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Novo espaço para o cinema em Belém

Eles começam a se espalhar pela cidade. Estão nas escolas, faculdades, institutos de artes e fundações culturais. Na casa do amigo, do vizinho, na loja transada de um cara, do mecenas underground local. Basta um projetor decente, espaço confortável para pelo menos uns dez lugares, se forem mais, melhor ainda, e juntar tudo a isso a turma de cinéfilos disposta a exibir, discutir e falar sobre cinema. Pronto! Um novo cineclube está formado. E Belém ganha esta semana outro espaço como esse, o Inovacine - parceria entre Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Pará (Fapespa), Associação Paraense Jovens Críticos de Cinema (APJCC) e a loja Ná Figueiredo. A cada quinze dias, sempre, às segundas-feiras, no espaço Ná Figueiredo, a Fapespa realiza uma sessão cineclubista com a curadoria da APJCC.

Para ler a matéria na integra clique aqui: http://www.guiart.com.br/?pg=4&id=7430

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Web em foco

“Para entender a Internet: noções, práticas e desafios da comunicação em rede” é um livro feito para a realidade virtual, desde o seu processo de concepção. Organizado por Juliano Spyer, reúne 37 textos de profissionais e estudiosos da Web sobre os assuntos que envolvem o tema. Eles contam suas experiências, discutem o passado, o presente e o futuro dessa nova - nem tão nova assim - ferramenta da comunicação humana.

A interatividade marca a publicação. Todos os artigos têm o email de cada autor, para que o leitor mande críticas, sugestões, comentários. Indique erros e participe da construção em constante movimento da obra. Afinal, o livro foi realizado em um mês e nem sequer foi revisado para não aumentar os custos da produção. Cada autor mandou o texto, com uma, duas, no máximo três páginas antes do prazo, conforme Juliano adianta na apresentação. Alguns entenderam a idéia do livro, idealizado tanto para o leitor leigo como para quem já tem plena afinidade com as infinitas possibilidades da rede.

Textos leves e curtos, em fonte bem maior do que as minúsculas letras dos livros comuns, “Para entender a Internet” traz para o debate assuntos como Cultura do Remix, Cyberpunk, Twitter, Jornalismo Colaborativo e outros termos repletos de links para o leitor/internauta mergulhar em novas conexões e se achar nelas, ou se perder de vez. A leitura é leve e rápida, graças aos textos curtos em tom de conversa. Alguns autores parecem aquele amigo ou vizinho que comenta com você o resultado do futebol, o acidente de trânsito da noite anterior.

No entanto, há textos capazes de obscurecer ainda mais o tema, como os artigos Beta e Web 2.0. Surge uma vontade de fechar a janela e partir para outras paragens da rede. Ou pular a página. Mas a curiosidade persiste em terminar o texto Por outro lado, os trabalhos sobre cultura do remix, cyberbulling, rede social, ecologia digital, lei eleitoral e internet, lixo Eletrônico, pirataria, privacidade, spam, voluntariado em rede e outros envolvem. E por dizerem muito em tão poucas páginas, deixam a sensação de vazio. Despertam o interesse por mais informações e novos conteúdos. Provocam e convidam para a imersão total nas teias invisíveis da rede.

Com erros e acertos, a tentativa de Juliano Spyer cumpre sua missão ao levantar o debate sobre a Internet. E ao abrir espaço para a contrapartida do leitor, através do blog do livro http://paraentenderainternet.blogspot.com/, essa possibilidade se expande e rompe fronteiras.