Yorranna Oliveira

Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!

domingo, 6 de dezembro de 2009

Eu disse adeus

É por letras asim que Roberto Carlos é rei. Ser rei é ser foda. E Roberto é foda, muito foda.

Eu disse adeus
Nem mesmo eu acreditei
Mas disse adeus
E vi cair no chão
Todos os sonhos meus
Eu disse adeus
As ilusões também
E aos sonhos meus

Eu disse adeus
E vi o mundo inteiro
Desabar em mim
Queria ser feliz
E acabei assim
Me condenando a ter
Recordações, recordações

Vai ser tão triste olhar sozinho
Tudo, tudo o que era de nós dois
Mas foi melhor dizer adeus
Aquela hora
Prá não chorar depois

Eu disse adeus
Nem mesmo eu acreditei
Mas disse adeus
Pisei as ilusões e até
Os sonhos meus
Me veio o pranto e
Mesmo assim eu disse adeus
Eu disse adeus

Vai ser tão triste olhar sozinho
Tudo, tudo o que era de nós dois
Mas foi melhor dizer adeus
Aquela hora
Prá não chorar depois
Eu disse adeus

Declamado:

Eu disse adeus,
Disse adeus às ilusões

Presente adiantado

A semana que passou foi cheia de pequenas alegrias com os presentes da aniversário adiantado que ganhei de pessoas queridas. E o show do Cordel do Fogo Encantado na sexta-feira(4) foi um deles. A amiga Geisy havia comentado sobre o show deles no último dia da Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos (Confitea). Eu havia escutado um burbirinho a respeito, mas depois diso fui atrás da informação pra ver se conferia mesmo. E pra minha alegria, sim, eles tocariam na cidade e numa apresentação gratuita no pier da Casa das Onze Janelas, na Cidade Velha.

Acho qu enão preciso de dizer que quase chorei nesse de tanta emoção. Ver um show do Cordel pela primer vez é uma experiência que mistura uma profusão de sentimentos. Estou rouca de tanto cantar e gritar. A barriga e os pès ainda doem de tanta que dancei. Ainda guardo a imagem do Gleidson hipnotizado pelo show, tanto que nem conseguia se mover, só dava pra ver os olhinhos brilhando. E da Wellighta, que parecia em transe assistindo o show.


E sem esquecer da cena no fim do show, quando o vocalista do Cordel deu o pandeiro para um fã na multidão. O show acabou e uma disputa insana começou em seguida para ficar com o instrumento. Pensei: isso que fé. Umas seis pessoas mais ou menos pularam em cima do "Balão", como alguns conhecidos diziam. Era puxa daqui, puxa de lá. Ninguém queria deixar de lutar pelo objeto. Até que de tanto o povo legitimar "Balão", como o verdadeiro novo dono, a contenda parou. mas o coitado até ficou jogado de bruços no chão, até se convecer que ninguém mais ousaria de tirar o pandeiro dele.

Só posso dizer que saí de lá feliz.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

Com um fogo danado para ser encantada

Sim, meus caros, eles estarão aqui. A banda pernambucana Cordel do Fogo Encantado se apresenta em Belém nesta sexta-feira (4). Gente, eu preciso dizer que vou chorar quando finalmente vê-los ao vivo e me rasgar de tanto dançar e cantar até a rouquidão?

O show será no pier da Casa das Onze Janelas, fechando a programação da 6ª Conferência Internacional de Educação de Jovens e Adultos (Confitea)

Quer saber mais? Clica aqui: http://www.agenciapara.com.br/exibe_noticias_new.asp?id_ver=54259

Quer conhecer a banda ou matar a saudade? http://cordeldofogoencantado.uol.com.br/

“A Mulher Macaco” no palco da Unipop



Bem-vindos ao Circo Vitória, lugar onde a avareza, a luxúria e o incesto compõem o cardápio principal! No centro do picadeiro, um filho roubado, uma mãe não vingada e uma mulher castigada pela vida tecem, em diferentes mundos e tempos, a trama de existências satélites.

O novo espetáculo do Grupo de Teatro da UNIPOP, “A Mulher Macaco”, apresenta a história de um circo sem glamour, maltratado pela vida e seus algozes, onde os que vivem daquela arte perderam-se num cotidiano sem brilho, indigno e cheio de vícios. A montagem é resultado do Curso de Iniciação Teatral da UNIPOP de 2009, e estréia no dia 3 de dezembro, às 20h, no Porão Cultural da UNIPOP.

Construído a partir de uma livre adaptação do texto “A Mulher Macaco”, do ator e dramaturgo paraense Paulo Faria, o espetáculo aborda temas universais e polêmicos sobre a condição humana, como a violência, a ganância e o amor.

"Não importa lugar ou região, sempre estamos próximos dos mais diversos tipos de violência, das questões envolvendo a família e da miséria de valores, que pode estar num circo fictício ou em qualquer outro cenário", explica a arte-educadora Marluce Oliveira.

Ela dirigiu o processo de criação colaborativa ao lado dos 17 atores, entre estudantes do Curso de Iniciação Teatral e integrantes do Grupo de Teatro da UNIPOP, que em 2009 trabalharam em parceria.

Com figurinos de Maurício Franco, maquiagem de Carol Dominguez e iluminação de Luis Faísca e Adriane Gonçalves, "A Mulher Macaco" será apresentado nos dias 03, 04, 05, 09,10 e 11 de dezembro. A entrada é franca!


UNIPOP

O Curso de Iniciação Teatral integra, ao lado do Grupo de Teatro, o Projeto Arte Educação do Instituto Universidade Popular (UNIPOP), organização não-governamental que há mais de 20 anos contribui para a mobilização, articulação e formação de movimentos sociais na Amazônia.

Fundamentada na educação popular e na promoção, defesa e garantia dos direitos do homem, a UNIPOP luta, ao lado de diversas instituições sociais, por uma nova cultura política de participação e por um desenvolvimento democrático, sustentável e com justiça ambiental.


Serviço:
Espetáculo “A Mulher Macaco”
Data: 03, 04, 05, 09,10 e 11 De Novembro de 2009.
Hora: 20h
Local: Porão Cultural da Unipop (Av. Senador Lemos, 575. Entre Dom Pedro e Dom Romualdo de Seixas)
Entrada Franca! (Com rodada de chapéus ao final)

TEXTO: Andréa Mota (ASCOM UNIPOP)

FOTOS: Adriane Gonçalves

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

"Velas na Tapera"

Esse é o título do primeiro romance do escritor, poeta e dramaturgo Carlos Correia Santos. "Velas na Tapera" foi lançado ontem, no Centur,no hall da Galeria Ismael Nery. Nery por sinal, já fez parte de uma dos mais famosos textos de Carlos: Nu Nery. A trama de "Velas" se passa em Fordlândia, uma cidade erguida pela Cia Ford nas entranhas da Floresta Amazônica, no interior do Pará, nos anos 20. A empresa produzia látex usado na fabricação de pneus, que seriam utilizados pela empresa automobilística.

Carlos Correia postou em seu blog, logo quando saiu o resultado do concurso, em setembro deste ano. Acompanhe:

PARTE SEGUNDA

Trecho XXIII

O sol. Aceso. Vela sazonal no céu azul. A acender memórias e sensações. Foi como se o sol mais forte ficasse quando Rita serenou seus passos descalços em frente ao grandioso prédio da antiga serraria. A luz do dia clareou distâncias nos olhos da mãe viúva-órfã. Distâncias no tempo. Antes de prosseguir com o que fora ali fazer, correu um demorado apreciar pela fachada do lugar. O silêncio da ruína. Era possível enxergar silêncios no lento desfazer-se exposto pelo prédio. E seu lento apreciar foi deslizando pelos detalhes todos. A estrutura ampla e alta, dona de contornos geométricos. Inteira fabricada em Michigan e transportada peça por peça para ser montada naquelas paragens... Tudo transformado em mutismo... Tudo... Deixou o esquadrinhar fluir para a ainda imponente caixa d´água que ficava a alguns metros. Trouxe-o de volta para a construção a sua frente...

Respirou fundo.

Por fim, iniciou o resgate que decidira dar a si mesma. Num mover-se quase imaginário, entrou na abandoada serraria. Primeiro aquilo. Naturalmente aquilo: o vazio de um interior estagnado. Caminhou, caminhou. Passou pelos restos de maquinário. Deslizou a ponta dos dedos por equipamentos inertes, a um triz da ferrugem. Esquivou-se languidamente de sobras de vigas e restos de tábuas. Caminhou e caminhou pelo mudo presente de um rico passado...

O passado... Um longo migrar de ar pelas narinas.... O passado...

Era hora de trazer para o presente o passado...

Fechou os olhos lentamente.

E quando os reabriu...

A pleno pique funcionava a serraria do projeto Ford. Era preciso manter a produção de quarenta e cinco mil tábuas por mês. Era preciso. Talvez os homens todos que ali arrastavam horas e mais horas de trabalho sequer soubessem, mas suavam sua labuta na maior serraria da América Latina de então. A madeira gritando no corte preciso graças ao que parecia milagre: energia elétrica no meio da mata. Homens do mundo inteiro. Jornada intensa carregada nos ombros de homens do mundo inteiro. Entre eles, compenetrado, movimentos todos doados ao produzir... O texano Duncan Miller... As retinas de Rita cristalizaram-se... Era Duncan... Outra vez como sempre: inteiro perfeição para seus olhos... (...)

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Novas da mangueirosa

Depois de me rasgar de forma insana durante os três dias do 4º Festival Se Rasgum, abro meu email e uma notícia muito boa chega. Bem ,é um novo espaço na realidade virtual que surge para divulgar e movimentar a cena cultural de Belém. O nome do lugar atende por Ecleteca Cultural. É um nome feio, esquisito e não fixa logo na mente, mas a ideia é bonita e tem um layout bacana.

Acessem para dar uma conferida. A partir de 21 de novembro , ele estará funcionando a todo vapor. Mas se quiser conferir logo é só clicar aqui: http://www.ecleteca.com.br/

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Martha Medeiros

Para Dani e para mim

A amiga Dani Franco anda respirando Martha Medeiros nos últimos tempos. Dani, assim como eu,adora a escritora. Nesse onda, eu parei o fim de semana pra reler os livros que eu tinha em casa dessa cronista. Não vou ficar tecendo muitos comentários sobre ela. O ideal é que você vá na livraria mais próxima, compre um livro da autora e devore numa tarde de domingo ou numa viagem de ônibus da casa para o trabalho ou escola. Ou seja lá que lugar for. Mas garanto, a leitura é deliciosa e corre assim solta, leve. Quando se der conta, o livro acabou sem você perceber.


http://www.releituras.com/mamedeiros_menu.asp