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Yorranna Oliveira
Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 5 de maio de 2010
Estudos ressaltam importância do Código Florestal
Fonte: WWF/Brasil
Durante seminário para jornalistas sobre o Código Florestal, realizado na segunda-feira (03/05), em São Paulo, dois estudos com apoio do WWF-Brasil mostram que algumas mudanças propostas pela bancada ruralista para a legislação precisam de melhores fundamentos técnico-científicos.
Jornalistas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Brasília e Acre participaram de encontro com especialistas convidados pelas ONGS WWF-Brasil, Greenpeace e SOS Mata Atlântica para debater o Código Florestal. O objetivo do seminário foi possibilitar diferentes visões técnicas acerca da importância desta legislação para a conservação dos ecossistemas terrestres e aquáticos, suas biodiversidades e os serviços ambientais prestados por eles, bem como dos solos e das águas, insumos básicos da agropecuária.
Durante a manhã, o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, e o professor e o pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Gerd Sparovek, apresentaram estudos inéditos, complementares e com bases científicas em favor da manutenção do Código Florestal como ele é hoje.
O primeiro estudo, em uma escala de trabalho mais detalhada, foi elaborado por equipe do WWF-Brasil e da Arcplan. O segundo, mais abrangente em termos geográficos, necessitou de cerca de um ano e meio de esforços da equipe da Esalq para reunir, consolidar e analisar base de dados. Nesse momento ele já está em fase de revisão pelos pares para publicação em um periódico científico.
Nas apresentações de WWF-Brasil e Esalq foram abordados os mitos e fatos relacionados aos impactos do Código Florestal na agricultura brasileira. Scaramuzza comentou que um dos mitos em relação ao Código Florestal é de que sua aplicação inviabilizaria a agricultura.
Os fundamentos e resultados da Análise do impacto da aplicação do Código Florestal em municípios de alta produção agrícola demonstram exatamente o contrário. O objetivo do estudo do WWF-Brasil foi identificar as áreas de preservação permanente (APPs) e o uso que elas têm em quatro municípios de alta produção agrícola: Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul (maior produtor de uva do Brasil), Três Pontas, em Minas Gerais (segundo principal produtor de café do estado), Vila Valério (número um no ranking de plantadores de café do Espírito Santo) e Fraiburgo (líder no cultivo de maçã em Santa Catarina).
A conclusão a que se chegou, após análise de todas as APPs, é que a implementação do Código Florestal tal qual é definido atualmente, teria um impacto irrisório em torno de 1,5%, na produção agrícola desses municípios. Esse número foi determinado após mapeamento de alta resolução sobre a quantidade de lavoura que existe nas APPs nos respectivos municípios. Isto indica, em outras palavras, que o argumento em favor da flexibilização do Código e redução das APPs para não travar o agronegócio e conseqüentemente o desenvolvimento nacional , usado pela Comissão Especial formada na Câmara Federal, não tem fundamento prático.
O Código Florestal é uma legislação do futuro. Através dos serviços prestados pelas APPs e reservas legais (RL), além da manutenção da biodiversidade, há a possibilidade de reduzir os riscos causados pela intensificação dos eventos climáticos extremos. O Código Florestal protege as nascentes e os rios, impede a erosão dos solos e os deslizamentos de terra, por exemplo, avaliou Scaramuzza.
Situação no Brasil
Gerd Sparovek explicou aos jornalistas que o estudo da Esalq teve o objetivo de modelar estatisticamente o uso das terras agrícolas no Brasil, com o objetivo de se avaliar quanto a agricultura pode ser expandida. O estudo é uma parceria entre USP/Esalq, Chalmers University (Suécia), Ministério do Desenvolvimento Agrário e WWF-Brasil.
A partir de uma base de dados sobre a vegetação natural (VN) remanescente no país (em seus mais distintos estágios de conservação, mas predominando pouca ação antrópica e elevada relevância ecológica) pode-se quantificar sua distribuição entre as áreas de APP (declividade e hidrografia) e RL estabelecidas pelo Código Florestal para os diferentes domínios biogeográficos brasileiro, nas unidades de conservação e nas terras Indígenas.
Ao todo, o Brasil tem 537 milhões de hectares (Mha) de remanescentes de vegetação natural.
Desse total, porém, apenas 11%, ou 59 milhões de hectares, estão em áreas de preservação permanente quando, na verdade, o número deveria chegar à casa dos 103 Mha. Há, portanto, um déficit de 44 Mha, ou 43% de vegetação natural a ser recuperado para atender os requisitos de APPs. Em termos de reserva legal, a não conformidade atingiria no mínimo 43 Mha. Os números e a complexidades desse cenário são expressivos e por isso exige soluções articuladas e diversificadas, que envolvem investimentos e assistência técnica para maior ganho de produtividade e implementação do dispositivo da compensação da reserva legal extra propriedade.
Unidades de conservação e terras indígenas (totalizando 175 Mha) demonstram alto grau de eficiência na conservação, pois 97% apresentam cobertura vegetal natural, representando 32 % de toda a vegetação do país. A conservação de nossos ecossistemas e dos serviços ambientais que eles provêm depende do fortalecimento da presença do Estado na criação, implementação e manutenção de unidades de conservação de domínio e gestão pública.
Segundo Sparovek, 57% da vegetação natural (308 milhões de hectares) constituem o estoque que, dependendo da legislação, pode ser usado para alocação de reserva legal, constituição de área protegida ou abertura de novas áreas agrícolas. Esse estoque representa 3/5 da vegetação natural do país. O que será feito do estoque, atualmente, depende de pra onde os ventos vão soprar. A reserva legal é o principal mecanismo de controle legal sobre o estoque de vegetação natural. Daí o interesse na mudança do Código Florestal, afirmou Sparovek.
Vamos supor, em uma utopia, que o Código Florestal seja rigorosamente cumprido por todas as propriedades, em todos os biomas. Mesmo assim, ainda teríamos 100 milhões de hectares com possibilidade de desmatamento legal. Desses, 7% tem alta aptidão para a agricultura, e 23% média, podendo mais do que dobrar a área agrícola do Brasil. A pecuária gosta dos terrenos com baixa aptidão também. Caso haja a mudança na legislação e a reserva legal fosse extinta, esta área potencialmente poderia atingir os 308 Mha, explica Gerd.
O estudo concluiu que o pacto para o desmatamento zero e imediato é viável, pois a produção agropecuária não depende de desmatamento para aumentar sua área de produção ou sua produtividade. Há também possibilidade de expansão da agricultura sobre 60 milhões de hectares de pastagens extensivas, que tem baixa produtividade.
Ficou claro, segundo Gerd, que expansão da agropecuária não depende de mais desflorestamento para atingir maiores índices de produtividade ou até mesmo aumentar as suas áreas de cultivo. Caem por terra, portanto, as principais defesas da Comissão Especial para alterar uma lei criada há 45 anos e que, em pleno século XXI, ainda não foi sequer implementada com eficiência.
Durante seminário para jornalistas sobre o Código Florestal, realizado na segunda-feira (03/05), em São Paulo, dois estudos com apoio do WWF-Brasil mostram que algumas mudanças propostas pela bancada ruralista para a legislação precisam de melhores fundamentos técnico-científicos.
Jornalistas de São Paulo, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Minas Gerais, Brasília e Acre participaram de encontro com especialistas convidados pelas ONGS WWF-Brasil, Greenpeace e SOS Mata Atlântica para debater o Código Florestal. O objetivo do seminário foi possibilitar diferentes visões técnicas acerca da importância desta legislação para a conservação dos ecossistemas terrestres e aquáticos, suas biodiversidades e os serviços ambientais prestados por eles, bem como dos solos e das águas, insumos básicos da agropecuária.
Durante a manhã, o superintendente de Conservação do WWF-Brasil, Carlos Alberto de Mattos Scaramuzza, e o professor e o pesquisador da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), Gerd Sparovek, apresentaram estudos inéditos, complementares e com bases científicas em favor da manutenção do Código Florestal como ele é hoje.
O primeiro estudo, em uma escala de trabalho mais detalhada, foi elaborado por equipe do WWF-Brasil e da Arcplan. O segundo, mais abrangente em termos geográficos, necessitou de cerca de um ano e meio de esforços da equipe da Esalq para reunir, consolidar e analisar base de dados. Nesse momento ele já está em fase de revisão pelos pares para publicação em um periódico científico.
Nas apresentações de WWF-Brasil e Esalq foram abordados os mitos e fatos relacionados aos impactos do Código Florestal na agricultura brasileira. Scaramuzza comentou que um dos mitos em relação ao Código Florestal é de que sua aplicação inviabilizaria a agricultura.
Os fundamentos e resultados da Análise do impacto da aplicação do Código Florestal em municípios de alta produção agrícola demonstram exatamente o contrário. O objetivo do estudo do WWF-Brasil foi identificar as áreas de preservação permanente (APPs) e o uso que elas têm em quatro municípios de alta produção agrícola: Bento Gonçalves, no Rio Grande do Sul (maior produtor de uva do Brasil), Três Pontas, em Minas Gerais (segundo principal produtor de café do estado), Vila Valério (número um no ranking de plantadores de café do Espírito Santo) e Fraiburgo (líder no cultivo de maçã em Santa Catarina).
A conclusão a que se chegou, após análise de todas as APPs, é que a implementação do Código Florestal tal qual é definido atualmente, teria um impacto irrisório em torno de 1,5%, na produção agrícola desses municípios. Esse número foi determinado após mapeamento de alta resolução sobre a quantidade de lavoura que existe nas APPs nos respectivos municípios. Isto indica, em outras palavras, que o argumento em favor da flexibilização do Código e redução das APPs para não travar o agronegócio e conseqüentemente o desenvolvimento nacional , usado pela Comissão Especial formada na Câmara Federal, não tem fundamento prático.
O Código Florestal é uma legislação do futuro. Através dos serviços prestados pelas APPs e reservas legais (RL), além da manutenção da biodiversidade, há a possibilidade de reduzir os riscos causados pela intensificação dos eventos climáticos extremos. O Código Florestal protege as nascentes e os rios, impede a erosão dos solos e os deslizamentos de terra, por exemplo, avaliou Scaramuzza.
Situação no Brasil
Gerd Sparovek explicou aos jornalistas que o estudo da Esalq teve o objetivo de modelar estatisticamente o uso das terras agrícolas no Brasil, com o objetivo de se avaliar quanto a agricultura pode ser expandida. O estudo é uma parceria entre USP/Esalq, Chalmers University (Suécia), Ministério do Desenvolvimento Agrário e WWF-Brasil.
A partir de uma base de dados sobre a vegetação natural (VN) remanescente no país (em seus mais distintos estágios de conservação, mas predominando pouca ação antrópica e elevada relevância ecológica) pode-se quantificar sua distribuição entre as áreas de APP (declividade e hidrografia) e RL estabelecidas pelo Código Florestal para os diferentes domínios biogeográficos brasileiro, nas unidades de conservação e nas terras Indígenas.
Ao todo, o Brasil tem 537 milhões de hectares (Mha) de remanescentes de vegetação natural.
Desse total, porém, apenas 11%, ou 59 milhões de hectares, estão em áreas de preservação permanente quando, na verdade, o número deveria chegar à casa dos 103 Mha. Há, portanto, um déficit de 44 Mha, ou 43% de vegetação natural a ser recuperado para atender os requisitos de APPs. Em termos de reserva legal, a não conformidade atingiria no mínimo 43 Mha. Os números e a complexidades desse cenário são expressivos e por isso exige soluções articuladas e diversificadas, que envolvem investimentos e assistência técnica para maior ganho de produtividade e implementação do dispositivo da compensação da reserva legal extra propriedade.
Unidades de conservação e terras indígenas (totalizando 175 Mha) demonstram alto grau de eficiência na conservação, pois 97% apresentam cobertura vegetal natural, representando 32 % de toda a vegetação do país. A conservação de nossos ecossistemas e dos serviços ambientais que eles provêm depende do fortalecimento da presença do Estado na criação, implementação e manutenção de unidades de conservação de domínio e gestão pública.
Segundo Sparovek, 57% da vegetação natural (308 milhões de hectares) constituem o estoque que, dependendo da legislação, pode ser usado para alocação de reserva legal, constituição de área protegida ou abertura de novas áreas agrícolas. Esse estoque representa 3/5 da vegetação natural do país. O que será feito do estoque, atualmente, depende de pra onde os ventos vão soprar. A reserva legal é o principal mecanismo de controle legal sobre o estoque de vegetação natural. Daí o interesse na mudança do Código Florestal, afirmou Sparovek.
Vamos supor, em uma utopia, que o Código Florestal seja rigorosamente cumprido por todas as propriedades, em todos os biomas. Mesmo assim, ainda teríamos 100 milhões de hectares com possibilidade de desmatamento legal. Desses, 7% tem alta aptidão para a agricultura, e 23% média, podendo mais do que dobrar a área agrícola do Brasil. A pecuária gosta dos terrenos com baixa aptidão também. Caso haja a mudança na legislação e a reserva legal fosse extinta, esta área potencialmente poderia atingir os 308 Mha, explica Gerd.
O estudo concluiu que o pacto para o desmatamento zero e imediato é viável, pois a produção agropecuária não depende de desmatamento para aumentar sua área de produção ou sua produtividade. Há também possibilidade de expansão da agricultura sobre 60 milhões de hectares de pastagens extensivas, que tem baixa produtividade.
Ficou claro, segundo Gerd, que expansão da agropecuária não depende de mais desflorestamento para atingir maiores índices de produtividade ou até mesmo aumentar as suas áreas de cultivo. Caem por terra, portanto, as principais defesas da Comissão Especial para alterar uma lei criada há 45 anos e que, em pleno século XXI, ainda não foi sequer implementada com eficiência.
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Geisy Arruda agora quer entrar no mundo da moda
Não é piada. A estudante que ganhou seus quinze minutos de fama - alongados em programas de auditório de gosto tão duvidoso quanto o dela - ao ser hostilizada por colegas da universidade por usar um vestido curto(rosa choque cafona), lança nesta quinta-feira (29), na capital paulista, uma coleção com seis modelos da peça de roupa que a deixou conhecida.
Fonte: G1
Chamada “Rosa Divino”, a coleção de vestidos terá preços populares. Um dos modelos é semelhante ao que provocou a polêmica. “Tem um modelo que é muito parecido com o polêmico da faculdade. Esse é surpresa. Vou abrir o evento com ele”, afirmou.
No lançamento, marcado para a noite desta quinta-feira, todas as peças serão rosa e as modelos, “mulheres comuns”. “As minhas modelos são totalmente diferentes do que a sociedade impõe esteticamente para vender um vestido. Vão ser mulheres comuns, de várias idades. Eu fico indignada com o fato de que, para ser aceita na sociedade, você precisa ser magra igual a Gisele Bündchen”, afirma a estudante. A modelo principal da coleção será a mãe de Geisy.
Ela conta que levou de três a quatro meses para fechar os seis modelos. Geisy teve a ajuda de uma equipe de estilistas e costureiros, mas diz que cuidou pessoalmente dos detalhes. “Eu fui várias vezes ao Brás atrás de tecido, de cor de botão, de linhas”, afirmou. São oito pessoas que trabalharam na confecção dos vestidos antes do lançamento.
As peças serão comercializadas em pontos de venda no Bom Retiro e na região da Rua 25de Março, no Centro de São Paulo, segundo a estudante. A coleção também será comercializada no site oficial de Geisy. Uma das preocupações dela foi com o preço. “A ideia é que o vestido seja bem baratinho, que as mulheres possam usar e se sentir bem. É para a dona de casa, para a pessoa que estuda, trabalha”, explica.
Geisy disse que, na festa de lançamento, o rosa predominará nos modelos, mas outras cores serão disponibilizadas nas lojas. “[O rosa] é uma marca registrada. É uma cor que eu gosto muito”, afirmou. Em relação ao comprimento, ela afirma que os vestidos terão um modelo padrão, perto do joelho, e a pessoa poderá ajustar como preferir. “Os meus são mais justos”, comenta. Por causa da limitação de espaço, o lançamento será apenas para convidados. A iluminação da festa será, claro, em tons de rosa.
Fonte: G1
Chamada “Rosa Divino”, a coleção de vestidos terá preços populares. Um dos modelos é semelhante ao que provocou a polêmica. “Tem um modelo que é muito parecido com o polêmico da faculdade. Esse é surpresa. Vou abrir o evento com ele”, afirmou.
No lançamento, marcado para a noite desta quinta-feira, todas as peças serão rosa e as modelos, “mulheres comuns”. “As minhas modelos são totalmente diferentes do que a sociedade impõe esteticamente para vender um vestido. Vão ser mulheres comuns, de várias idades. Eu fico indignada com o fato de que, para ser aceita na sociedade, você precisa ser magra igual a Gisele Bündchen”, afirma a estudante. A modelo principal da coleção será a mãe de Geisy.
Ela conta que levou de três a quatro meses para fechar os seis modelos. Geisy teve a ajuda de uma equipe de estilistas e costureiros, mas diz que cuidou pessoalmente dos detalhes. “Eu fui várias vezes ao Brás atrás de tecido, de cor de botão, de linhas”, afirmou. São oito pessoas que trabalharam na confecção dos vestidos antes do lançamento.
As peças serão comercializadas em pontos de venda no Bom Retiro e na região da Rua 25de Março, no Centro de São Paulo, segundo a estudante. A coleção também será comercializada no site oficial de Geisy. Uma das preocupações dela foi com o preço. “A ideia é que o vestido seja bem baratinho, que as mulheres possam usar e se sentir bem. É para a dona de casa, para a pessoa que estuda, trabalha”, explica.
Geisy disse que, na festa de lançamento, o rosa predominará nos modelos, mas outras cores serão disponibilizadas nas lojas. “[O rosa] é uma marca registrada. É uma cor que eu gosto muito”, afirmou. Em relação ao comprimento, ela afirma que os vestidos terão um modelo padrão, perto do joelho, e a pessoa poderá ajustar como preferir. “Os meus são mais justos”, comenta. Por causa da limitação de espaço, o lançamento será apenas para convidados. A iluminação da festa será, claro, em tons de rosa.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Segundo dia da Mostra ABDeC com prata da casa e jovens cineastas
Programação tem curtas-metragens com experimentalismo, vídeo-arte e temas femininos.
A terça-feira do Cineclube Pedro Veriano dá sequência a Mostra ABDeC-Pa com a exibição de 06 curtas-metragem dirigidos por antigos abdistas como Afonso Gallindo, José Arnaud e Sue Pavão, ao lado de novos cineastas como Fábio Hassegawa, além de Ivan Oliveira de Parauapebas.
Sobre a Mostra ABDeC-Pa
Com 28 produções inscritas, a 1a Mostra ABDeC-Pa recebe vídeos e filmes não só de Belém, mas também de cidades como Paraupebas e Marabá, municípios que vem se consolidando no cenário audiovisual paraense. Além deles, produções com temáticas indígenas, videoclipe, experimentalismo, vídeo-arte, ficções e documentários, compõe a grade da Mostra que termina na sexta-feira, dia 30.
A maratona de filmes começa sempre às 18h30 e segue até 20h30, no ponto de exibição da ABDeC-Pa, Cineclube Pedro Veriano. O público vai selecionar 05 filmes, sendo um documentário e quatro curtas-metragem, que vão compor um case de DVDs representando o audiovisual do Pará. Cada case será reproduzido em 26 cópias, distribuídas para todas as capitais brasileiras, mais o Distrito Federal, onde serão exibidos nos pontos de exibição das demais ABDs do país.
Além das ABDs, municípios de regiões como o sudeste e salgado paraense, entre outros, também receberão suas cópias, permitindo assim maior difusão dessas produções.
Pensada em parceria com a ABD Nacional, a 1ª Mostra ABDeC-Pa é mais uma forma encontrada pela atual gestão da entidade de proporcionar abertura de janelas para o cinema e audiovisual do Estado.
Confira a programação desta terça-feira, 27 de a
Severa Romana de Bio Souza, Rael Helyan e Sue Pavão – 16’bril.
Sinopse: Documentário. A cidade de Belém/PA é o cenário onde ocorreu a tragédia de Severa Romana, dezenove anos, casada, e prestes a dar a luz. No dia 02 de Novembro do ano de 1900, Severa é brutalmente assassinada por cabo Ferreira. Morre a mulher - nasce o mito, uma Santa Popular.
Ficha técnica
Direção: Bio Souza; Rael Helyan e Sue Pavão
Roteiro: Bio Souza; Rael Helyan e Sue Pavão
Fotografia: Diógenes Leal
Montagem: Luelane Loyola
Som: Nicolas Hallet
Música: Tynnoco Costa
Elenco: Leidyane Rodrigues, Luiza de Abreu, Lúcio Martins, Cláudio Marinho e Natal Silva.
35mm – 16' – PA/Brasil – 2007
Shangrilah, de Fábio Hassegawa – 5’Sinopse: Documentário. O livre caminho pelas árvores, banho de paz eterna, ébrio de algum tempo neste lugar oculto.
Ficha técnica:
Direção, Roteiro, Produção Executiva e Fotografia: Fabio Hassegawa
Arte: Marcelo Rodrigues
Edição: Carlos André Mendes
Elenco: Cadinho, Sr Oswaldo, Ian.
Luar de Fábio Hassegawa e Wander Dias – 5’
Sinopse: Animação pixelation com fotografias de luas cheias de Belém do Pará com musicas do Dj Benjamim
Para todas as horas, de José Arnaud – 15’50”Sinopse: Ficção – Três amigos saem para uma viagem onde irão descobrir que os limites entre sentimentos e sensações são muito efêmeros. Amor e amizade num contexto de pós-modernidade. “Não somos bons nem maus, o que somos então?”
Fotoatividade, de Afonso Gallindo – 12’35”Sinopse: Duas linhas paralelas compõem este documentário. Uma, conta a história deste importante expoente da fotografia no Pará – a Associação Fotoativa. A outra, composta de depoimentos de pessoas que viram, participaram e acompanham a maturidade da Associação e de sua importância para o Estado do Pará, e porque não, para o Brasil.
Ficha técnica:
Direção: Afonso Gallindo
Roteiro: Afonso Gallindo, Paulo Almeida, Alberto Bitar e Maria Christina
Produção: Afonso Gallindo e Maria Christina
Fotografia: Paulo Almeida, Alberto Bitar e Marcelo Rodrigues
Arte: Afonso Gallindo
Montagem/edição: Afonso Gallindo
Trilha Sonora: MG Calibre
Elenco: Fernando Negrão
Mulheres de 20 de Ivan Oliveira – 42’Sinopse: Documentário. Parauapebas, sudoeste do Pará. Uma cidade, 22 anos de história. Há 20 anos uma dessas histórias vem se construindo e se consagrando com uma das maiores manifestações femininas do interior brasileiro, o Encontro da Mulher de Parauapebas, evento que marca as comemorações do Dia Internacional da Mulher.
Ficha técnica:
Direção: Ivan Oliveira
Realização: HD Produções
Imagens: Gilson Mesquita
Montagem: Edinan Costa e Ivan Oliveira
Som: Willame Reis
Arte: Ivan Oliveira
Serviço
1ª Mostra ABDeC-Pa, de 26 a 30 de abril de 2010
Cineclube Pedro Veriano – Casa da Linguagem – Avenida Nazaré, esquina com Assis de Vasconcelos.
A partir das 18h30
Entrada franca
Informações e entrevistas
Dani Franco – Assessora de Imprensa e Diretora ABDeC-Pa
Jornalista DRT-Pa 1749/ (91) 8167 5745
msn: danifrancoeu@hotmail.com
www.abdecpara.blogspot.com
A terça-feira do Cineclube Pedro Veriano dá sequência a Mostra ABDeC-Pa com a exibição de 06 curtas-metragem dirigidos por antigos abdistas como Afonso Gallindo, José Arnaud e Sue Pavão, ao lado de novos cineastas como Fábio Hassegawa, além de Ivan Oliveira de Parauapebas.
Sobre a Mostra ABDeC-Pa
Com 28 produções inscritas, a 1a Mostra ABDeC-Pa recebe vídeos e filmes não só de Belém, mas também de cidades como Paraupebas e Marabá, municípios que vem se consolidando no cenário audiovisual paraense. Além deles, produções com temáticas indígenas, videoclipe, experimentalismo, vídeo-arte, ficções e documentários, compõe a grade da Mostra que termina na sexta-feira, dia 30.
A maratona de filmes começa sempre às 18h30 e segue até 20h30, no ponto de exibição da ABDeC-Pa, Cineclube Pedro Veriano. O público vai selecionar 05 filmes, sendo um documentário e quatro curtas-metragem, que vão compor um case de DVDs representando o audiovisual do Pará. Cada case será reproduzido em 26 cópias, distribuídas para todas as capitais brasileiras, mais o Distrito Federal, onde serão exibidos nos pontos de exibição das demais ABDs do país.
Além das ABDs, municípios de regiões como o sudeste e salgado paraense, entre outros, também receberão suas cópias, permitindo assim maior difusão dessas produções.
Pensada em parceria com a ABD Nacional, a 1ª Mostra ABDeC-Pa é mais uma forma encontrada pela atual gestão da entidade de proporcionar abertura de janelas para o cinema e audiovisual do Estado.
Confira a programação desta terça-feira, 27 de a
Severa Romana de Bio Souza, Rael Helyan e Sue Pavão – 16’bril.
Sinopse: Documentário. A cidade de Belém/PA é o cenário onde ocorreu a tragédia de Severa Romana, dezenove anos, casada, e prestes a dar a luz. No dia 02 de Novembro do ano de 1900, Severa é brutalmente assassinada por cabo Ferreira. Morre a mulher - nasce o mito, uma Santa Popular.
Ficha técnica
Direção: Bio Souza; Rael Helyan e Sue Pavão
Roteiro: Bio Souza; Rael Helyan e Sue Pavão
Fotografia: Diógenes Leal
Montagem: Luelane Loyola
Som: Nicolas Hallet
Música: Tynnoco Costa
Elenco: Leidyane Rodrigues, Luiza de Abreu, Lúcio Martins, Cláudio Marinho e Natal Silva.
35mm – 16' – PA/Brasil – 2007
Shangrilah, de Fábio Hassegawa – 5’Sinopse: Documentário. O livre caminho pelas árvores, banho de paz eterna, ébrio de algum tempo neste lugar oculto.
Ficha técnica:
Direção, Roteiro, Produção Executiva e Fotografia: Fabio Hassegawa
Arte: Marcelo Rodrigues
Edição: Carlos André Mendes
Elenco: Cadinho, Sr Oswaldo, Ian.
Luar de Fábio Hassegawa e Wander Dias – 5’
Sinopse: Animação pixelation com fotografias de luas cheias de Belém do Pará com musicas do Dj Benjamim
Para todas as horas, de José Arnaud – 15’50”Sinopse: Ficção – Três amigos saem para uma viagem onde irão descobrir que os limites entre sentimentos e sensações são muito efêmeros. Amor e amizade num contexto de pós-modernidade. “Não somos bons nem maus, o que somos então?”
Fotoatividade, de Afonso Gallindo – 12’35”Sinopse: Duas linhas paralelas compõem este documentário. Uma, conta a história deste importante expoente da fotografia no Pará – a Associação Fotoativa. A outra, composta de depoimentos de pessoas que viram, participaram e acompanham a maturidade da Associação e de sua importância para o Estado do Pará, e porque não, para o Brasil.
Ficha técnica:
Direção: Afonso Gallindo
Roteiro: Afonso Gallindo, Paulo Almeida, Alberto Bitar e Maria Christina
Produção: Afonso Gallindo e Maria Christina
Fotografia: Paulo Almeida, Alberto Bitar e Marcelo Rodrigues
Arte: Afonso Gallindo
Montagem/edição: Afonso Gallindo
Trilha Sonora: MG Calibre
Elenco: Fernando Negrão
Mulheres de 20 de Ivan Oliveira – 42’Sinopse: Documentário. Parauapebas, sudoeste do Pará. Uma cidade, 22 anos de história. Há 20 anos uma dessas histórias vem se construindo e se consagrando com uma das maiores manifestações femininas do interior brasileiro, o Encontro da Mulher de Parauapebas, evento que marca as comemorações do Dia Internacional da Mulher.
Ficha técnica:
Direção: Ivan Oliveira
Realização: HD Produções
Imagens: Gilson Mesquita
Montagem: Edinan Costa e Ivan Oliveira
Som: Willame Reis
Arte: Ivan Oliveira
Serviço
1ª Mostra ABDeC-Pa, de 26 a 30 de abril de 2010
Cineclube Pedro Veriano – Casa da Linguagem – Avenida Nazaré, esquina com Assis de Vasconcelos.
A partir das 18h30
Entrada franca
Informações e entrevistas
Dani Franco – Assessora de Imprensa e Diretora ABDeC-Pa
Jornalista DRT-Pa 1749/ (91) 8167 5745
msn: danifrancoeu@hotmail.com
www.abdecpara.blogspot.com
quinta-feira, 15 de abril de 2010
Uspa abre vaga para professor
Agência FAPESP – A Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) da Universidade de São Paulo (USP), localizada na Zona Leste de São Paulo, abriu processo seletivo para contratação de seis professores doutores, nível MS-3, para atuar em regime de dedicação integral à docência e à pesquisa.
As inscrições vão até 13 e 14 de maio, a depender do curso. Uma das vagas é para o curso de Ciências da Atividade Física, na área de Atividade Física e Promoção da Saúde. Outra é para o curso de Têxtil e Moda, na área de Tecnologia Têxtil.
O curso de Gestão Ambiental, na área Modelagem, também tem uma posição em aberto, assim como o curso de Gestão Ambiental, na área de Ciências da Terra.
Há ainda duas vagas no curso de Obstetrícia, nas áreas de Assistência Obstétrica e Neonatal e Aspectos Biológicos e Saúde da Mulher.
O concurso será constituído de prova escrita (eliminatória), com peso 3, prova didática (peso 3) e julgamento de memorial com prova pública de arguição (peso 4). O salário é de R$ 7.107,77.
As inscrições podem ser feitas pessoalmente ou por procuração e a documentação deve ser entregue na seção de apoio acadêmico da EACH, situada na Av. Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, em São Paulo.
Mais informações: www.usp.br/drh/novo/recsel/cargosdoc.html
As inscrições vão até 13 e 14 de maio, a depender do curso. Uma das vagas é para o curso de Ciências da Atividade Física, na área de Atividade Física e Promoção da Saúde. Outra é para o curso de Têxtil e Moda, na área de Tecnologia Têxtil.
O curso de Gestão Ambiental, na área Modelagem, também tem uma posição em aberto, assim como o curso de Gestão Ambiental, na área de Ciências da Terra.
Há ainda duas vagas no curso de Obstetrícia, nas áreas de Assistência Obstétrica e Neonatal e Aspectos Biológicos e Saúde da Mulher.
O concurso será constituído de prova escrita (eliminatória), com peso 3, prova didática (peso 3) e julgamento de memorial com prova pública de arguição (peso 4). O salário é de R$ 7.107,77.
As inscrições podem ser feitas pessoalmente ou por procuração e a documentação deve ser entregue na seção de apoio acadêmico da EACH, situada na Av. Arlindo Béttio, 1000, Ermelino Matarazzo, em São Paulo.
Mais informações: www.usp.br/drh/novo/recsel/cargosdoc.html
Cansei de esperar você
Dona Ivone Lara/Délcio Carvalho
Música na voz de Roberta Sá

Foto: Divulgação
Quando cansei de esperar você
Vi minha estrela maior renascer
Vi minha vida mais colorida
Cheia de encanto e de mais prazer.
Vi quando o mar se abriu
Deixando passar todo o meu sentimento
Até na chuva e no vento
Vi a luz da poesia.
Minha alegria voltou
Brilhando no alvorecer
Quando deixei de amar
E esperar por você.
Música na voz de Roberta Sá

Foto: Divulgação
Quando cansei de esperar você
Vi minha estrela maior renascer
Vi minha vida mais colorida
Cheia de encanto e de mais prazer.
Vi quando o mar se abriu
Deixando passar todo o meu sentimento
Até na chuva e no vento
Vi a luz da poesia.
Minha alegria voltou
Brilhando no alvorecer
Quando deixei de amar
E esperar por você.
quarta-feira, 31 de março de 2010
Mudam ministros. Desafios ambientais continuam

No Ministério do Meio Ambiente, atual secretária-executiva assume lugar de Carlos Minc
Brasília, (DF) - Nesta quarta-feira (31/3), tomou posse no cargo de ministra do Meio Ambiente a secretária-executiva, Izabella Teixeira, substituindo Carlos Minc, que deixa o ministério para concorrer às eleições de outubro. Izabella Teixeira, bióloga e doutora em planejamento ambiental, é funcionária de carreira do Ibama.
No atual cenário brasileiro, entre os desafios da nova ministra, está a manutenção do foco em algumas prioridades, num contexto que fica mais difícil em decorrência das eleições.
Para o WWF-Brasil, a implementação das áreas protegidas existentes é fundamental para a manutenção da diversidade de ecossistemas e de sua biodiversidade e para que as unidades de conservação possam cumprir efetivamente seu papel na redução das emissões por desmatamento e na adaptação às mudanças climáticas. Para isso, é essencial garantir a regularidade do aporte de recursos financeiros – inclusive destravando o funcionamento da compensação ambiental –, a ampliação das equipes que trabalham diretamente com as áreas protegidas e sua qualificação profissional, bem como condições adequadas de trabalho. Mas é importante que a gestão das áreas protegidas se foque no novo paradigma, abrindo-se mais para a sociedade, por exemplo com a gestão compartilhada de mosaicos.
No campo internacional, em 2009, o Brasil conquistou destaque com a redução do desmatamento e o anúncio de metas voluntárias de redução da emissão de gases de efeito estufa. Na área climática, a nova ministra também terá como principal desafio a continuidade e o avanço das ações já iniciadas, que incluem a revisão do Plano Nacional de Mudanças Climáticas e seus planos setoriais; a articulação com os estados na elaboração de políticas federais e estaduais, sobretudo em termos de papéis, compartilhando responsabilidades e direitos; a regulamentação, sobretudo, das compensações financeiras pela redução das emissões oriundas do desmatamento e da degradação dos ecossistemas, e a implementação do Fundo Clima.
Neste Ano Internacional da Biodiversidade, o Brasil tem a chance de se firmar ainda mais como líder mundial– confirmando e complementando o histórico e o potencial da redução do desmatamento e da degradação dos ecossistemas em todos os biomas, o potencial de produção de biocombustíveis, se produzido de forma sustentável. Para firmar sua liderança, precisará apresentar os relatórios de cumprimento das metas na Convenção da Diversidade Biológica (CDB CoP-10), em outubro, em Nagóia (Japão). O país se comprometeu a proteger 10% da área original de cada bioma e 30% da Amazônia, além de eliminar o desmatamento da Mata Atlântica e reduzir número de espécies sob ameaça, até 2010.
Para Cláudio Maretti, superintendente de Conservação de Programas Regionais do WWF-Brasil, o governo deve dedicar atenção especial e discutir publicamente as questões relacionadas à valoração de nossa biodiversidade. “O Brasil está entre os 10 países megadiversos, sendo entre eles o maior. É necessário evidenciar essa riqueza e preservá-la, por meio da criação de unidades de conservação, que deveriam ser anunciadas antes da cúpula da Convenção como um legado desse governo à atual e às futuras gerações”, afirma Maretti. “Apesar de ter muito o que melhorar, o Brasil tem que evidenciar o que faz, e integrar-se melhor, tecnicamente, no cenário internacional, potencializando suas capacidades e colaborando com os demais.”
No campo da economia, a opção por uma “economia verde”, com baixas emissões de carbono é uma tendência global e o Brasil não pode ficar para trás na corrida pela sustentabilidade. O Ministério do Meio Ambiente deve continuar a promover o conceito de economia com baixas emissões de carbono junto a outros ministérios, dando continuidade ao diálogo iniciado na gestão Minc, promovendo a inclusão da questão ambiental e o tema da adaptação às mudanças climáticas no planejamento de longo prazo do país.
“Mesmo com os avanços, nem todas as políticas de desenvolvimento do governo incorporaram a premissa de um mundo diferente que precisa urgentemente inovar e mudar para uma economia mais verde e com baixas emissões de carbono. Ainda há grandes desafios no setor de energia, onde podemos esperar maiores investimentos em energia eólica, solar-térmica e em eficiência energética. E precisamos garantir que todos os avanços ambientais obtidos na última década não sejam prejudicados por tentativas de enfraquecer a legislação ambiental e o Código Florestal”, explica Maretti.
Gestão Minc
A gestão de Carlos Minc à frente do Ministério do Meio Ambiente por um período de 22 meses trouxe avanços significativos, principalmente, por colocar a questão ambiental no centro das discussões de governo e tirar a pasta da situação de isolamento político.
Com o desafio de conduzir a pasta anteriormente ocupada pela ministra Marina Silva, Minc assumiu em maio de 2008 em meio a forte debate nacional sobre a questão ambiental. Com seu perfil carismático e midiático, Minc enfrentou os problemas e os evidenciou em debates e ações que envolvem forças políticas antagônicas.
A redução na taxa de desmatamento foi, sem dúvida, um resultado muito importante, mas a queda do desmatamento só é possível quando todos os atores sociais percebem a sua parcela de responsabilidade na solução do problema. Minc influenciou para que os estados desenvolvessem seus planos de combate ao desmatamento e liderou a proposta do Brasil de ter metas de redução de desmatamento para a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (“UNFCCC CoP-15”).
O Fundo Amazônia, apresentado internacionalmente em Bali, em 2007, foi finalmente aprovado pelo Presidente Lula em agosto de 2008. “O início da operacionalização do Fundo Amazônia para apoio aos primeiros projetos, entre os quais a segunda fase do Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), do qual o WWF-Brasil é parceiro desde seu lançamento em 2002, tendo colaborado também na fase de concepção e planejamento, evidencia a importância da busca de soluções para valorizar a Amazônia e acabar com o desmatamento e a degradação de nossa floresta”, afirmou Denise Hamú, secretária-geral do WWF-Brasil.
“Uma das ações de destaque da gestão Minc foi conseguir chamar atenção para o Cerrado e colocar esse bioma no debate nacional, como já ocorre com a Amazônia. Isso foi feito com a proposta de avaliação do status de cada bioma, incluindo sistema de monitoramento e divulgação dos dados. É muito importante que o país possa olhar e cuidar de todos os biomas, criando mecanismos para preservar toda a sua diversidade de ambientes e riquezas”, conclui Hamú.
Infelizmente, a frente dos licenciamentos ambientais não foi fortalecida nesse período. Por exemplo, em lugar de caminharmos para uma “economia verde”, com planos integrados e com licenças ambientais estratégicas, no caso da hidroelétrica da Amazônia, continuamos a discutir grandes obras, de maneira isolada e sem a articulação entre os grandes desafios do desenvolvimento sustentável do país.
Fonte: WWF Brasil
Foto: Givaldo Barbosa/O Globo
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