Yorranna Oliveira

Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!
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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Paul McCartney


Foto: Veja.com

Deprimida. Essa palavra resume meu estado de espírito nas últimas horas, fruto da matéria final do Fantástico, ontem (7), sobre o primeiro show da turnê de Paul McCartney que passa pelo Brasil neste mês de novembro. Tudo bem, a matéria foi fraquinha e a repórter parecia não sacar muito de cultura pop, nem entender a importância da presença de Paul no país, enfim. Mas Paul por si só é a notícia e quando as imagens do evento começaram a surgir na tela da TV, encerrando o programa ao som do ex-beatle, fiquei toda arrepiada. De repente as sensações foram se misturando, fui ficando triste. Lágrimas ameaçaram cair, um nó entalou minha garganta, um sentimento de perda tomou conta. Perda de um momento histórico do qual eu não farei parte.

Tenho manifestado inveja (benéfica) de todos os meus amigos que vão ver e ouvir Paul McCartney nos dias 21 ou 22 de novembro em São Paulo. Eles poderão dizer pros filhos, pros netos, para os amigos, eu fui e foi lindo, mágico, emocionante, um dos melhores shows da minha vida. Eu não poderei dizer isso, porque vocês já sacaram que eu não vou. E queria muito, mas motivos de força financeira maior me impedem de ir. Por isso estou tão deprimida, me sinto roubada, privada de um momento importante deste final de década, significativo da música pop, compartilhado por milhares de brasileiros e brasileiras que se deslocam de norte a sul do país para ver e ouvir Paul McCartney. Quem gosta, adora música e cultura pop como eu, entende o que quero dizer. Puzt, há quanto tempo Paul não vinha ao Brasil? Dezesseis anos, dezesseis anos. Ele tem 68 anos, daqui a pouco faz 70. Daqui a pouco ele morre. Quantas vezes eu terei a oportunidade de vê-lo ao vivo novamente? Provavelmente, nenhuma. Ele bem que poderia ter dado uma esticadinha até o Norte do Brasil, aqui em Belém do Pará, como fez Scorpions em 2009 e como fará no dia 1ºde abril de 2011 o Iron Maiden. Não é mesmo, Paul?

Veja aqui o set list do show e confira como foi a apresentação em Porto Alegre

domingo, 29 de agosto de 2010

Autenticidade à flor da pele ou uma farsa construída dos pés à cabeça pela indústria musical?

É mais ou menos isso que a revista Veja tenta descobrir e responder nas linhas que você vai ler a seguir. Leia e tire suas próprias conclusões.

Fonte: Redação Veja On Line

Milhões de pessoas assistem a seus videoclipes, outro tanto imita suas roupas, milhares de vezes as suas músicas são executadas nas rádios do mundo inteiro. Uma declaração polêmica por semana, uma aparição chamativa por dia. O mundo de Lady Gaga, 24, é uma hipérbole que desperta amor e ódio. VEJA.com listou os motivos que fazem de Gaga a artista mais importante do cenário pop atual e o que faz dela um produto sustentado em autopromoção calculada em que imagem vale mais do que talento.

Na capa de uma das maiores revistas sobre música do mundo

1. Hitmaker x Dança mal
- Além de estourar nas paradas com canções grudentas e dançantes como Poker Face, Bad Romance e Alejandro, Gaga já compôs hits para Britney Spears e o grupo Pussycat Dolls.

- Passa longe de ser uma exímia dançarina e não consegue imprimir uma marca pessoal nas coreografias, como é o caso de Beyoncé em Single Ladies e Britney em Oops... I didn’t again!.

2. Dita moda x Gaga é puro marketing
- Queridinha de grandes estilistas como Alexander McQueen, Thierry Mugler e Giorgio Armani, dita moda nos trajes e nas maquiagens extravagantes e influencia seus fãs, que repetem o seu estilo.

- Assumiu que era bissexual numa entrevista à Rolling Stone e noutra disse que era hermafrodita. Demorou duas semanas para desmentir o boato de que tinha dois órgãos sexuais. Enquanto isso, ganhou manchetes e mais manchetes sobre o assunto, alimentando o seu nome na imprensa: marqueteira de mão cheia.

3. Revolucionou o videoclipe x Dissimulada
- Desde Michael Jackson, nos anos 1980, nenhum artista teve videoclipes tão repercutidos e bem trabalhados como os de Poker Face e Bad Romance. Além de Telephone, um dueto com Beyoncé, que bateu a marca de 20 milhões de visitas no Youtube em uma semana.

- “I love my fans” (eu amo meus fãs) é a frase mais repetida por Lady Gaga sobre qualquer assunto. Compôs um hit? Foi pelos fãs. Ditou moda? Também pelos fãs. Fãs que no fim das contas parecem mais massa de manobra da cantora, indo para onde ela aponta.

4. Ela se entrega x Superexposta
- Assume que usou drogas, que é bissexual, que tem uma doença grave (lúpus). Abre o livro de sua vida sem medo, deixa que os fãs se aproximem e conheçam de onde ela veio e como vive. Uma artista que não deixa o show parar e vai aonde o povo está sem medo de manchar a imagem pela androginia.

- Nos jornais, nas revistas, nas TVs, nas rádios, na internet. Onde quer que você esteja, lá estará Lady Gaga declarando algo polêmico, com alguma roupa estranha, lançando algum single grudento. Chega. Fora. Basta.

5. Ousada x Sem originalidade

- Numa época em que cantoras aparecem mais pelos escândalos que protagonizam fora dos palcos, Lady Gaga ousa pela dedicação à carreira, ao estilo que impõe com as roupas que usa, tudo meticulosamente criado para chamar atenção pela sensualidade ou pela atitude.

- Lady Gaga é fashion, ousada, tem grandes hits, faz declarações polêmicas e se expõe como ninguém. Todavia, já houve uma Madonna que fez tudo isso muito antes, chocando muito mais e com uma carreira sólida também pela música que produz, não só pelos factoides que cria. Veja, por exemplo, o clipe de Alejandro, cópia deslavada de todas as referências que Madonna imprimiu ao longo da carreira: polêmica religiosa, sadomasoquismo e elementos militares.