Yorranna Oliveira

Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!
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sábado, 27 de novembro de 2010

Seguir e ganhar!

Coluna - Promoções

Depois de semanas sem dar uma única dica de promoção(confesso, tinha esquecido e tava com preguiça), o blog volta a indicar o que anda rolando pela rede. Mas essa é bem mais simples. A dica é seguir a doceria paraense @TudoBolo no twitter. Seguiu você ganha um cupcake de boas vindas. Só isso, mais nada.

Quer saber mais sobre a Tudo Bolo? Clica aqui: http://doceriatudobolo.blogspot.com/

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Combate ao trabalho escravo

Fonte: Repórter Brasil

O Pará é um dos seis estados envolvidos no programa educacional “Escravo, nem pensar!”, coordenado pela ONG Repórter Brasil. Além do Pará, Mato Grosso, Piauí, Tocantins, Maranhão e Bahia também desenvolvem projetos de conscientização e prevenção do trabalho escravo rural, apoiados pelo programa. Com o intuito de prevenir o trabalho escravo por meio da atuação em municípios com alto índice de aliciamento, o "Escravo, Nem Pensar!" forma professores e líderes para atuação nas salas de aula e nas comunidades.

Mais de duas mil pessoas já participaram das formações desde 2004, em 42 municípios, de seis Estados das regiões Norte, Nordeste e Centro-oeste. Desde 2007, a Repórter Brasil também articula apoio financeiro àqueles que queiram desenvolver seus projetos. Já foram desenvolvidos 50 projetos comunitários com o tema do trabalho escravo.

O "Escravo, Nem Pensar!" foi lançado em 2003, com o 1º Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo (PNETE), e inserido em alguns planos estaduais, como os do Pará, Maranhão, Tocantins e Mato Grosso.

Uma passeata realizada por professores, pais e alunos da Escola Municipal Raimundo Ferreira Lima foi realizada em São Geraldo (PA), onde também foi montada uma apresentação de peça de teatro inspirada no tema da escravidão contemporânea, preparada pelos próprios estudantes.

Ao todo, são 11 projetos em 10 municípios distribuídos pelos estados. Na Bahia, o "Lutando pela liberdade, idealizando uma vida melhor" e vem sendo desenvolvido por professores e alunos do Colégio Municipal Firmino Ferreira Sampaio Neto, em Piritiba (BA). Antes de iniciar os trabalhos, foi realizada uma pesquisa para aferir como a comunidade escolar compreendia a escravidão.

"Eles imaginavam que só existia a escravidão de 1888", disse a professora Marileide dos Santos Pereira. Segundo ela, o envolvimento com o projeto fez com que a comunidade - incluindo porteiros, merendeiras, faxineiros, fiscais de pátio, estudantes e professores -, passasse a ver o tema de forma diferente. "Hoje, todos sabem que a escravidão ainda não acabou".

Camisetas, panfletos, e grafitagem no muro da escola foram feitos por todos os alunos. Além disso, 23 estudantes do colégio foram levados ao município próximo de Jacobina (BA) para a emissão da Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS), já que lá o processo é mais rápido.

Seminários e paródias foram realizados nas salas de aula em todas as disciplinas por meio de debates, relacionando o tema com o tráfico de pessoas para exploração sexual. "É um tema atual. É a realidade do que realmente está acontecendo e que se, principalmente os jovens não se protegerem, serão vítimas por falta de informações", disse Marileide.

Outros projetos foram desenvolvidos em Santa Luzia (MA) e Açailândia (MA). Em Santa Luzia (MA), foi desenvolvido pelo Sindicato dos Trabalhadores em Educação (Sintraed) e com apoio do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos (CDVDH) e da secretaria municipal de educação. Professores do ensino infantil e fundamental foram formados para promover atividades de conscientização sobre o trabalho escravo nas aulas.

Já em Açailândia (MA), o projeto participante é realizado pela Rádio Comunitária Arca FM, também em parceria com o CDVDH e com a Agência Criativa. Jovens produzem programas de rádio que tratam de assuntos como trabalho escravo contemporâneo, formas de geração de emprego e renda e cooperativismo, além de apresentarem depoimentos de trabalhadores que já foram resgatados de fazendas. Os programas são transmitidos pela Arca FM e por rádios comunitárias de Bom Jesus das Selvas (MA) e São Francisco do Brejão (MA), ambos municípios localizados também no Maranhão.

Na Escola Municipal Dom Cornélio Chizzini, em Xambioá (TO), o projeto "Trabalho escravo: um mal a ser combatido" teve participação de professores e alunos em pesquisas, produção de paródias, poesias, teatro de fantoches, debates e matérias de campanha sobre o trabalho escravo.

As apresentações no Ponto de Cultura da cidade foram abertas ao público, em geral. Cartazes foram exibidos após a apresentação dos resultados de uma pesquisa sobre condições de trabalho feita pelos estudantes, em parceria com o Instituto Opinião. Dados indicaram que 41,6% dos entrevistados começaram a trabalhar com até 10 anos de idade, e a mesma porcentagem afirmou nunca ter tido carteira de trabalho assinada.

Outros dois projetos foram desenvolvidos, em Confresa (MT), pelo Centro de Jovens e Adultos (CEJA) Creuslhi de Souza Ramos e pela Escola Municipal Vereador Valdemiro Nunes de Araújo. Professores e alunos participaram de oficinas temáticas, pesquisas de campo, exibição de filmes e apresentações culturais. Uma peça de teatro sobre trabalho infantil foi apresentada pelos próprios alunos. Alguns trabalhadores rurais que já haviam sido escravizados deram ainda seus depoimentos à comunidade.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Como assim?!?!?!

Coluna - Só paraense para entender

Há alguns meses recebi um email com um texto engraçadíssimo sobre esse nosso jeito paraense de falar e de ser. Em alguns momentos da leitura a gente precisa conhecer o cotidiano de Belém mesmo pra entender as palavras e expressões que, pra você internauta desavisado, talvez pareçam bem estranhas. Mas, calma, todas as interrogações serão respondidas. Haverá tradução.

Foi a partir desse dito texto que nasceu a nova coluna do blog,a "Só paraense para entender", título do 'artigo' aliás, onde o espaço é todo sobre nós paraenses, filhos de sangue ou adotivos, que temos no égua a nossa representação maior. Então, vamos começar os trabalhos:


Um dia eu tava buiado, pensei em ir lá em baixo comprar uns tamatás. Tava numa murrinha, mas criei coragem, peguei o Sacrabala e fui.

Chequei tarde só tinha peixe dispré. O maninho que estava vendendo tinha uma teba de orelha do tamanho dum bonde. O gala-seca espirrou em cima do tamatá do moço que tinha acabado de comprar, e no meu tembéim. Ficou tudo cheio de bustela...Axiiiiiii, porcaria! Não é potoca, não. O dono do tamatá muquiou o orelha-de-nós-todos, mas malinou mesmo.

Saí dalí e fui comer uma unha. Escolhi uma porruda! Égua, quase levei o farelo depois. Me deu um piriri. Também...parece leso, comprar unha no Veropa. Comprei uns mexilhões, um cupu e um pirarucu, muito fiiiiiirme, mas um pouco pitiú.

Fui pra parada esperar o busão. Lá tinha duas pipira- varejeira fazendo graça. Eu pensando com meus botões...ÊEEEE, ela já quer... Mas, veio um Paar-Ceasa sequinho e elas entraram...Fiquei na roça, levei o farelo. O Sacrabala veio cheio e ainda começou a cair um toró, égua-muleque-té-doido-é, pense num bonde lotado. Eu disse: éguaaaaaaaa, voimbora logo.

No Sacrabala lotado, com o vidro fechado por causa da chuva, começa
aquele calor muito palha. Uma velha estava quase despombalecendo. Daí o velho que tava com ela gritava arreda aí menino pra senhora sentar aí do teu lado. O menino falou: Hmm, tá, cheiroso...


Vocabulário
Buiado: cheio da grana
Ir lá embaixo: ir até o bairro do Comércio, ir até o Ver-o-Peso, na parte 'baixa' da cidade
Tamatá: um tipo de peixe
Murrinha: preguiça braba
Sacrabala: ônibus Sacramenta (pode ser qualquer um: Sacramenta Nazaré, Humaitá, etc.). Ele vive lotado e passa no bairro da Sacramenta, conhecido na cidade pelos assaltos, mortes e troca de tiros entre gangues rivais e entre os bandidos e a polícia (quando ela resolve dar o ar de sua graça, claro)
Peixe dispré: é o peixe ruim, que já passou do ponto, meio podrinho, o resto
Teba de orelha: orelhas de abano, orelha realmente muito grande
Gala-seca: é uma gíria meio passada, fora de moda, mas que na minha adolescência (tipo seis anos atrás) era muito usada pela juventude de Belém do Pará. Quer dizer abestado, bundão, tapado, etc e tal.
Tembéim: contração de também
Potoca: mentira
Muquiou: vem de muquiar: já ouvi diversas variações desse verbo. Pode ser assar, cortar em pedacinhos. Apertar tão forte que fica ardendo que nem brasa.
Malinou: do verbo malinar, quer dizer maltratar
Porruda: muito grande, imensa
Égua: nossa expressão base. A gente diz égua quando tá feliz, triste, assustado, puto da vida, impressionado. Usamos égua pra tudo, é que nem o bah do gaúcho, o pô do paulista, e assim por diante.
Farelo: levar o farelo,quer dizer se dar mal
Leso: doido
Veropa: É o Ver-o-Peso para os mais chegados
Cupu: é a preguiça de dizer cupuaçu
Muito fiiiiiirme: muito bom, muito legal, um máximo, tudo de bom
Pitiú:fedorento
Pipira: piriguete de última, o varejeira é apenas para dar mais força à expressão
Paar-Ceasa: outro ônibus que vive lotado
Toró: chuva das brabas, de arromba, que parece que o ceú vai desabar
Palha: uma merda, uma droga
Despombalecendo: desmaiando
Arreda: afasta
Tá cheiroso: é ruim, hein. Vai sonhando

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

Carimbó do Pará e do Brasil

Nosso rimto mais popular foi destaque em rede nacional na TV Record no último sábado (6). Pra você que não conhece: "Conheça o carimbó".

Clique aqui e confira.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Para ver e rever



Fonte: Assessoria de Imprensa

Prêmio Secult de Artes Visuais, "Antes de ver, reveja" é o mais novo trabalho que o público de Belém vai poder conferir, a partir de hoje, da fotógrafa paraense Nailana Thiely. O projeto tem o apoio do governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado da Cultura, do Sistema Integrado de Museus e Memoriais e do Museu Casa das 11 janelas.

"Antes de ver, reveja” é um projeto de intervenção urbana com peças gráficas de fácil reprodução, como cartazes lambe-lambe, folhetos, adesivos e displays, inseridas no espaço urbano em vias de fluxo intenso de pessoas e veículos. Pretende explorar a estética da velocidade e instigar discussões sobre definições clássicas de público de arte, espaço artístico, identidade, valor e propriedade artística, valendo-se de temáticas ligadas à violência urbana e ao imaginário coletivo. Ao interagir nas ruas com um público “não-iniciado” a respeito de uma “obra de arte”, pretende gerar novas percepções nos locais públicos e fazer destes territórios espaços de inserção artística.

Além da intervenção em si, o projeto também registra em vídeo a opinião do público sobre o impacto da obra - quando há – em seus pensamentos cotidianos, investigando se estas intervenções interferem de forma positiva e participativa na vida das pessoas, ao disputar e utilizar o espaço público em meio à poluição visual.

Serviço:
Abertura: 21 de setembro, 19h30.
Visitação: 22 de setembro a 24 de outubro.
Local: Laboratório das Artes. Museu Casa das 11 janelas.
Endereço: Praça Frei Caetano Brandão, s/n. Cidade Velha. Belém - PA.
Fone: (91) 4009 8825/ 4009 8823

http://www.culturapara.art.br/fotografia/nailanathiely/index.htm

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Salada musical na Feira do Livro 2010



Timbres e batidas irão ecoar no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia durante a XIV edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, que abre hoje, 27 de agosto, e segue até 5 de setembro, reunindo muitas atrações do universo literário e também do musical.

Nesta sexta-feira, 27, uma roda de capoeira esquenta os tambores para o show da Timbalada, que dá um colorido especial à festa literária, às 21h. Nos dez dias de Feira, passaam pelo palco, localizado na área do deck, 28 bandas e cantores, nomes de gabarito da música paraense e brasileira, como Pinduca, Suzana Flag, Calypso, Leila Pinheiro, Gilberto Gil, Sandra de Sá e Móveis Coloniais de Acaju, em apresentações gratuitas.

Lembrando que há uma novidade para quem quiser assistir aos shows em uma área reservada no deck: o ingresso que dá acesso a esse espaço mais próximo do palco tem que ser trocado antecipadamente por um livro infantil novo, que ao final da feira será destinado a uma biblioteca escolar pública. A troca será feita diariamente a partir do horário de abertura da feira, às 10h, exclusivamente para o show da noite em um posto de troca na entrada do pavilhão de feiras, limitado a duas trocas de ingresso por RG. A exceção é o show de abertura, da Timbalada, cujo ingresso será trocado às 19h.

Acompanhe a programação

27/08
Sexta-feira
21h - TIMBALADA


28/08
Sábado
20h - DESTRUIDORES DE TÓQUIO
21h - PAGODE DO BILÃO
22h - JORGE ARAGÃO

29/08
Domingo
20h - ORQUESTRA DE VIOLÃO CELLO DA AMAZÔNIA
21h - ALBA MARIA
22h - LEILA PINHEIRO

30/08
Segunda-feira
20h - SAMBA DE CACETE
21h - ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO DA PAZ
22h - AMAZÔNIA JAZZ BAND


31/08
Terça-feira
20h - BAMBAÊ DO ROSÁRIO
21h - PINDUCA
22h - MILTON GUEDES

01/09
Quarta-feira
20h - CAMIRANGA
21h - JAAFA REGGAE
22h - CALYPSO

02/09
Quinta-feira
20h - GAMBA
21h - SUZANA FLAG
22h - GILBERTO GIL


03/09
Sexta-feira
20h - MARABIRÉ
21h - FUNK COMO LE GUSTA
22h - LENINE


04/09
Sábado
20h - CLÃ REAL
21h - LUIZA POSSI
22h - EMILIO SANTIAGO


05/09
Domingo
20h - ADELBERT
21h - SANDRA DE SÁ
22h - MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU

Fonte: Assessoria de Imprensa da Feira do Livro