Yorranna Oliveira

Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!
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terça-feira, 2 de novembro de 2010

Amazônia de portas abertas para o cinema

Começa oficialmente amanhã, dia 3 de novembro, a programação do 2° Amazônia Doc – Festival Pan-Amazônico de Cinema. O evento segue até 14 de novembro nas salas de cinema da capital paraense: Cine Líbero Luxardo, Cinema Olympia e outros mais. O Amazônia DOC 2 inlclui ainda atividades gratuitas como palestras, seminários e oficinas.Depois de Belém, o Festival segue em itinerância pelo Pará, onde aporta em cinco cidades, e pelo Brasil, nas capitais Rio de Janeiro, São Paulo e Belo Horizonte.

A sessão de abertura será no mais antigo cinema em funcionamento no Brasil, o Olympia, ali na avenida Presidente Vargas, ao lado das Lojas Americanas, às 19h50. O filme que abrirá o Festival é "Viajo Porque Preciso, Volto Porque Te amo”, de Karim Aïnouz e Marcelo Gomes.

Sinopse (Site Adoro Cinema):
José Renato (Irandhir Santos) tem 35 anos, é geólogo e foi enviado para realizar uma pesquisa, onde terá que atravessar todo o sertão nordestino. Sua missão é avaliar o possível percurso de um canal que será feito, desviando as águas do único rio caudaloso da região. À medida que a viagem ocorre ele percebe que possui muitas coisas em comum com os lugares por onde passa. Desde o vazio à sensação de abandono, até o isolamento, o que torna a viagem cada vez mais difícil.

Veja o trailer aqui:

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Enfim, Cuieiras.

Coluna - Diário de Bordo
19 e 20 de outubro de 2010

Fotos: Árniton Batista, Renata Baía e Talmir Neto

Voltando antes mesmo de chegar em Cuieiras...


Em direção à Cuieiras. Na terceira tentativa......


Na primeira tentativa afundamos. Na segunda, encalhamos. Na terceira finalmente chegamos à comunidade de Cuieiras, na *Reserva Extrativista Verde Para Sempre, localizada no município de Porto de Moz, no Pará. A comunidade é uma das 58 existentes na região, que se espalham por 31 localidades. Cuieiras fica na zona de várzea da Resex. As famílias tiram das águas do rio o que precisam para continuar existindo. A criação de búfalos, a produção de queijo, a pesca artesanal e a produção de farinha de piracuí - feita de um peixe muito apreciado na região, o acari - garantem a sobrevivência das famílias.

Ajeitando o microfone do seu Luís.


Encontramos seu Luís Moura, de 63 anos, na comunidade. Eel cria abelhas indígenas sem ferrão, a chamada meliponicultura. Através de um projeto de geração de renda na Reserva, a Embrapa Amazônia Oriental realizou, entre outras atividades, um curso de capacitação em meliponicultura no local. A meliponicultura é a um potencial produtivo existente em Cuieiras. No curso, os moradores aprenderam a construir um modelo de caixa, adaptado pela Embrapa, onde ficam os ninhos para a reprodução das abelhas e para a produção do mel. A técnica funciona como alternativa ao desmatamento: na criação de abelhas não é preciso remover a cobertura vegetal da terra. O pólen produzido pelas espécies ajuda na regeneração da cobertura natural da floresta. O modelo de caixa padronizado facilita a divisão das colônias e a coleta dos produtos da colmeia. E como essas abelhas não tem ferrão, o produtor de mel não precisa investir em equipamentos e roupas especiais.

Seu Luís mostrando a colmeia da abelha jandaíra


Seu Luís leva nossa equipe de filmagem para conhecer o meliponário da filha, Angélica. Vai mostrando e abrindo as caixas. Explica o processo para pegar na floresta as colmeias, a forma mais correta que aprendeu, como é a criação das abelhas até a retirada do mel. E nos oferece um pouco do mel da espécie jandaíra. Eu e Renata nem pensamos duas vezes, vamos direto com o dedo numa das aberturas da colmeia. Nem preciso dizer que achei delicioso, um mel levinho, levinho e bem fresquinho, hehehe. "É um mel mais limpo", na definição de seu Luís.

Provando na fonte...


Quando terminávamos a entrevista, ele nos premia com uma reflexão sobre sua própria vida, o tanto de mata que já destruiu, queimou, sem saber e se dar conta do mal que fazia à natureza e a si mesmo. Mas hoje ele entende muito bem que o caminho não é esse.

O criador de abelhas indígenas sem ferrão.

*A Reserva foi criada pelo Governo Federal em novembro de 2004 e funciona como uma unidade de conservação, organizada para proteger os meios de vida dos povos que moram na região e para asssegurar o uso sustentável dos recursos naturais. A área ocupa 74% do território do município de Porto de Moz e é utilizada pelas populações tradicionais que vivem do extrativismo, da agricultura de subsistência, da criação de animais e da pesca artesanal.

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade, o ICMBio,vinculado ao Ministério do Meio Ambiente, administra todas as unidades de conservação existentes no Brasil. A Coordenação Belém, do ICMBio, é responsável pela gestão socioambiental da Resex Verde para Sempre, e de outras unidades que ficam no
território amazônico.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Os bastidores de uma itinerância

Coluna - Diário de Bordo

A itinerância para fazer um vídeo na Resex Verde Para Sempre que virou naufrágio, experiência de vida e história para contar.

Fotos: Yorranna Oliveira, Renata Baía, Talmir Neto

Afundamos na madrugada de terça-feira, 19, por volta das 5 da manhã. Acordamos com o grito de aviso de um dos tripulantes: ‘vão para o outro lado barco, que tá entrando água no barco’. Eu pulo da rede com o barco Miritituba completamente virado para a direita. A água do rio Uiuí o invadiu numa velocidade de segundos. Acordamos com águas varrendo tudo. O barulho do freezer rangendo o chão ao mesmo tempo que o grito de Elson, nosso salvador, rasgava o silêncio da noite.

Meus pés sentem a água gelada. Me seguro na rede para tentar subir para o outro lado. Escorrego. Temo que o barco vire de uma vez sem que eu consiga chegar ao outro ponto da embarcação, que eu bata a cabeça na virada, me afogue e morra. Mas ao mesmo tempo eu tenho certeza que não vou morrer. Peço ajuda para outra integrante da equipe que já tinha conseguido se atracar na parte segura do Miritituba. Ela pega minha mão e me ajuda a subir. Me sinto segura de novo. Peço a proteção divina, o coração ainda bate acelerado. Ajudamos Maria do Céu a também subir. E outra integrante fala de algum ponto do barco que não sabe nadar. Os meninos vão ajudá-la. Mais tarde sabemos que ela não tinha entendido o aviso e já acordara com a água dentro da rede. Não conseguiu subir. Dois a seguram pelos braços. E um terceiro, Árniton, a empurra com um dos pés.

Miritituba nas águas do rio Uiuí

Jair chama pelo nome dos integrantes da equipe. Pergunta se todos estão bem. Ouvimos o barulho de um motor de barco. É seu Icles vindo de sua casa ajudar. Embarcamos no pequeno barco. Vejo minha toalha pendurada. Peço para um dos rapazes do Mirituba pegarem pra mim. Minutos depois chegam dois repelentes, os carapanãs iam começar a fazer festa. Do Céu, Renata e eu tomamos quase um banho com cada um deles. Abro minha bolsa ensopada que, num dos mergulhos, Árniton recuperou. Notas fiscais, bloquinhos de anotações, celular, máquina digital, agenda de contatos. Tudo molhado. Outra bolsa é achada no meio da água, a minha, onde estava o dinheiro da viagem. Como era de se esperar, também molhada. O notebook também vem na leva. Outras malas e equipamentos vão sendo encontrados e colocados no barco de seu Ícles e na voadeira que vinha a reboque no Miritituba.

Pergunto a seu Icles se há muito jacaré e piranha por aquelas águas. Ele diz que sim e como. Ou seja, poderíamos não morrer afogados, mas comidos por jacarés ou piranhas seria bem provável. Seu Ícles nos leva para a casa dele, a poucos metros dali. Pergunto se ele já tinha visto algum acidente do tipo. Diz que nos 20 anos que mora por ali nunca tinha presenciado.

O popopô do resgate


Seu Icles viu quando nosso barco passava pelo rio que corta a Comunidade Andrade e Silva, localizada na Resex Verde Para Sempre, a cerca de 50 minutos de Cuireiras, a primeira comunidade de nossa jornada pela Resex. É tempo de seca nos rios da Reserva e o Uiuí é estreito, poderíamos ter encalhado em algum ponto do trajeto. De sua casa, seu Icles vê o barco tombando e chama um primo que mora e trabalha no lugar para prestar socorro.

Missão 2: Salvar o que restou


Olha aí o Árniton consertando o carregador de baterias da câmera. Campeão de mergulhos no barco para recuperar bagagens, equipamentos e comida


O sol aparece no horizonte no Retiro Andrade Silva, na Comunidade Monte Sinai. A mulher de seu Icles, Ângela, nos oferece café, conversa conosco e vamos compartilhando vivências, conhecendo aquele novo mundo que não estava previsto na itinerância. Os rapazes trazem mais bagagens e materiais para o trapiche da casa de nossos acolhedores. Saem de voadeira pelo rio atrás do que foi embora com a correnteza.

Indo atrás do prejuízo...Perdemos tripé, microfone, comida, roupas. Mas recuperamos outras tantas.

O sol vai ficando forte e começamos a colocar tudo para secar, na tentativa de recuperar o máximo possível de material. Perdemos o tripé da câmera, que ficou intacta graças ao case impermeável. Foi a primeira coisa que Árniton saiu atrás, depois de constatar que não morreríamos e o barco não afundaria mais do que afundou. Nos reunimos para decidir se iríamos continuar ou se abortaríamos a missão. Decidimos seguir até Cuieiras para gravar as imagens do vídeo sobre a Reserva Extrativista (Resex) Verde Para Sempre, como previsto no roteiro. A última comunidade, Itapeua, foi tirada do nosso itinerário. As condições de navegação por ela eram as mesmas da de Cuieiras, preferimos não arriscar.

O comandante que foi ao banheiro


Todos queriam falar com parentes, amigos, chefes. Mas celular não pega nas comunidades próximas e nem telefone público, como veríamos na comunidade de Carmelino, via satélite há. A única forma de comunicação é o rádio. A da casa de seu Ícles estava sem bateria. Do barco, Louro, o piloto do Miritituba no momento do acidente, tentava entrar em contato com o dono da embarcação que mora em Porto de Moz.

Louro, o piloto do naufrágio, tentando falar com o povo de Porto de Moz.


Aos poucos vamos entendendo o que aconteceu. A seca do rio Uiuí, a maior já vivida pelos ribeirinhos nos últimos anos, foi nossa faca de dois gumes. Tivemos sorte de não encalhar e afundar antes. O barco passou em cima de um tronco, que furou o porão (podre segundo os mergulhadores) do Miritituba. Elson, o piloto da voadeira que nos conduziria pelos rios mais estreitos e rasos, dormia na parte de baixo do barco viu a água entrando no barco e correu para nos avisar.

Foi este rapaz quem avisou que deveríamos sair de nossas redes.


O capitão do barco estava no banheiro no momento do acidente. Louro passou por cima do tronco, o barco balançou fortemente, tinha acordado poucos segundos antes. Estava com vontade fazer xixi, mas fiquei com preguiça de levantar. Senti o balançar da rede que quase me faz cair. O barco volta e segue de novo. O freezer escorrega, Elson grita e o resto todo mundo já sabe. Se o acidente tivesse acontecido no Rio Xingu ou no Amazonas, dificilmente eu estaria compartilhando esssa história. Possivelmente teria virado manchete de jornal.

Depois do almoço vamos para Cuieiras. Árniton faz imagens do rio, dos pássaros, dos peixes, dos búfalos caminhado por terra e água. A criação de búfalos garante o sustento das famílias da Zona de Várzea da Resex, associada a pesca artesanal e a produção de farinha de peixe. A paisagem favorece belas imagens captadas pela câmera Full HD que levamos (high difintion total). O rio Uiuí é farto em acaris que brincam de pira nas águas. A água fica pipocando de tanto peixe que tem. Não é à toa que o povo de lá faz farinha com o acari, a chamada farinha de piracuí. Na região o queijo de búfala é vendido na porta das casas para os passantes. Ele passa por um processo de fritura, além de outros detalhes que conto depois. O resultado garante um queijo de comer de joelhos de tão bom. Aprovadíssimo.

Trepando na cerca em busca do melhor ângulo


Terra de búfalos...




A quinze minutos de Cuieiras, encalhamos. Resolvemos voltar no dia seguinte com a maré enchendo para não correr riscos de novos encalhes. Mais imagens no caminho. Muitos búfalos. Entrevistamos um vaqueiro. Novas imagens. Árniton pira nas imagens. E mais búfalos ao longo do caminho, novas pirações.

Iríamos embora no final da tarde da casa de seu Ícles. Mas novos contratempos nos fazem ficar e só ir embora na tarde do dia seguinte. Um novo barco de Almeirim, o Sarraf Junior, nos pegaria ali perto na viia Aquiaqui, às margens do rio Aquiaqui, onde botos aparecem de minuto a minuto e pulam feito criança para deleite de nosso olhos. O Sarraf Junior nos acompanharia até o fim da itinerância por mais duas comunidades (Carmelino e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, mais conhecida como Arimum) da Resex.

O casal de salvadores, os primos Icles Andrade da Silva e Ângela Andrade da Silva. Quinze anos de casamento, dois filhos, o Gustavo, de 3 anos e Daniel, de 8 meses.


Providencial sofrermos o acidente perto da casa de seu Icles. Tivemos onde comer, descansar, organizar as ideias, dormir. Tivemos acolhida e proteção do temporal que caiu na noite de terça-feira. O céu queria desabar naquela noite. Muita água, relâmpagos e trovões caíram do alto. Dormimos todos amontoados na sala. Uns pelo chão, outros pelo sofá. Pelos donos da casa dormiríamos no quarto quentinho deles, preparado para nos receber. No entanto, ficamos com vergonha de aceitar. Já estávamos abusando demais da gentileza do casal e, de certa forma, atrapalhando a rotina deles.

domingo, 24 de outubro de 2010

O começo

Coluna Diário de Bordo – 18 de outubro de 2010

Nossa itinerância pela Reserva Extrativista Verde Para Sempre começaria na noite daquele mesmo dia. Eu e o cinegrafista Árniton viemos de balsa o trajeto inteiro, mas há os que vem por outros caminhos. Essa outra jornada dura cerca de 10 horas, começou de avião na capital paraense com destino à Altamira. Lá, enfrentaram em torno de 47 km de carro até Vitória do Xingu, onde pegaram uma lancha que os trouxe ao município. Haja fôlego com tantas mudanças de condução.

Ainda em Belém, combinamos o encontro no Hotel Mirante do Porto, onde eu e Árniton ficamos hospedamos. Outra parte da equipe sai para comer com a promessa de voltarem meia hora depois para visitar nosso primeiro entrevistado, um representante do Comitê de Desenvolvimento Sustentável (CDS) do local, já que o coordenador - geral, Jomabá, só estaria na região na quarta-feira. E volta com o tempo estourando para o primeiro entrevistado. Nos dividimos entre um táxi e dois moto táxis. Ao todo sete pessoas de um lado para o outro em Porto de Moz. Ganhamos um agregado: Árniton arrumou um auxiliar de cinegrafista ainda pela manhã, o Aderildo, que ficou conhecido entre nós como diretor, alcunha criada por Árniton.

Paramos no Comitê com a luz da tarde começando a desaparecer. Nada bom para quem precisa da luz para filmar. O cinegrafista faz imagens externas do CDS. A entrevistada tinha saído. E foi um liga e liga de lá para contornar o contratempo. Otaviano surge para nos guiar pela cidade. Perguntamos se ele conhece alguma pessoa que tenha feito um dos cursos de biojoias e embalagens realizados pela Embrapa. Ele diz que sim e nos leva à dona Cleonilce. Simpática senhora que mora em uma casa de madeira e vende artesanato, chopp e gelo como informa a placa, pendurada do lado de fora da residência.

No final da entrevista, ganho um par de brincos em formato de golfinho feito de casa de coco, e uma prendedor de cabelo criado a partir do chifre de boi ou búfalo (não lembro qual dos animais, mas deve ser de búfalo já que esse é um animal muito comum na área). Agradeço a gentileza e me despeço com meus presentes. As equipes se dividem para agilizar e acertar os detalhes da viagem logo mais à noite.

No trapiche da cidade, o barco Miritituba esperava os navegantes. O jantar já estava pronto. Frango guisado com verduras e milho, arroz, suco de goiaba. Tudo deliciosamente preparado por dona Maria do Céu, cozinheira de mão cheia que nos acompanharia até o fim da itinerância. O tempero da fome aliado ao capricho da comida me fez comer até o último grão de arroz. Parabéns pra dona Maria do Céu, nome dedicado à mulher dele, morta durante o parto após sofrer uma hemorragia. Do Céu seria celestial nas próximas horas e dias da expedição pela Resex, e como seria.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Porto de Moz

Coluna Diário de Bordo - referente aos dias 17 e 18 de outubro
Fotos: Yorranna Oliveira

Rio Xingu


A saudade começa a me entristecer. Na sacada do Hotel Mirante do Porto, onde ficamos hospedados, olho para o Rio Xingu. Ele realmente impressiona. Vejo os ribeirinhos desbravando o rio em barquinhos, rabetas, voadeiras, cascos, barcos de grande porte.
Do Hotel é possível ter uma visão de quase todo o município de Porto de Moz.

Enquanto escrevo, observo o movimento no trapiche principal. Um navio da Marinha do Brasil aportou na cidade desde sexta-feira passada, 15 de outubro. Todo ano, de acordo com os moradores, ele atraca no porto local, trazendo serviços gratuitos para a população. Atendimento médico, como os de clínica geral e odontologia, emissão de CPF, entre outras coisas mais.

Vista do Hotel para o trapiche principal da cidade


Chegamos (eu e o cinegrafista Árniton) em Porto de Moz no domingo, por volta das 8h da manhã, depois de 36 horas de viagem na balsa Gabriela. A Gabriela saiu porto Maturu, em Belém do Pará, às 19 horas (era para ter saído às 18h). Nem preciso dizer que o cansaço nos consumia. Mesmo assim, Árniton não perdeu a oportunidade de fazer imagens do momento. Fomos para o Hotel a pé. Um carreteiro levou as bagagens e nossos equipamentos. Pagamos 10 reais pela ‘corrida’. Deixamos nossas bagagens nos quartos, em terra firme ficamos em cômodos separados, já não era sem tempo. Aproveito para tomar um banho, checar nosso itinerário nos próximos dias pela Reserva Extrativista Verde Para Sempre, ajustar o roteiro com as informações colhidas no caminho pelos rios da Amazônia.

Vou ao cyber ler meus emails, dois dias sem acesso à internet, pense num caixa de entrada abarrotada de mensagens. Mando recado para a família, para o povo de Bel City e atualizo meu blog. Não consegui publicar fotos. Consegui o feito de inutilizar o cartão de memória de minha câmera digital, nenhum computador lia o cartão e a câmera acusava erro de formatação. Fiquei frustrada. Afinal, instantes nunca são iguais, como as do casal de senhores Maria de Nazaré e Pedro Luciano, de 66e 73 anos. Eles tiveram 14 filhos, oito morreram de doenças ou nasceram mortos, só conseguiram criar seis. Não me conformo em não poder ilustrar a história deles, enquanto conversavam na beira da balsa Gabriela, com o rio Pará ao fundo.

Na hora do almoço comemos na Churrascaria do Irmão. O local serve um delicioso suco de manga, feito na hora. O puro sabor da fruta, rsrsrs (parece frase de comercial de tevê).

Depois do almoço, Árnitom rodou pela cidade e foi parar na praia da localidade, a Chácara, em julho a praia vira palco do Fest Sol, o festival de verão de Porto Moz. É um dos eventos que agitam os moradores, vem gente até de outras paragens e municípios próximos. No dia seguinte, ele me conta que viu a diversão feita pelos marinheiros na praia, quá. Como se as esposas não conhecessem seus maridos.

Um pedaço do comércio visto do alto


Hoje de manhã comprei um novo cartão de memória. Não perderei nem uma foto dessa vez. Tiro fotos da cidade, lá do alto do Mirante do Porto. Desço para observar a manhã na lugar. Encontro a Raimunda Renilda com uma das filhas. Conheci Renilda na balsa e ela me cobra a visita prometida a sua casa. Ela me convida para ir até ao Feirão do Porto, uma espécie de Feira da Marambaia (de Belém do Pará) em Porto de Moz. Raimunda queria comer acari na Feira, peixe bastante apreciado no Pará. Minha mãe, aliás, adora.

Igreja Matriz São Brás


Raimunda vai contando e apontando os detalhes bons e ruins da cidade. Há quatro anos ela não vinha ao município, vai passar alguns dias e voltar para a Bahia, onde mora com a filha do primeiro casamento e o atual marido baiano. “Nos conhecemos na Praia do Caripi, em Barcarena”, relembra. Renilda fala com todo mundo no trajeto. Amigos, parentes, conhecidos. Ela diz que devo conhecer o bairro da Beata, um dos cinco bairros de Porto de Moz, e um dos mais pobre e violento, segundo Raimunda. “Tipo um Jurunas [em Belém do Pará]”, compara.


Praça São Brás



Fotografo a Igreja Matriz São Brás e a praça em frente, de mesmo nome. São Brás é o santo protetor dos navegantes. Aliás, é semana de festividade do santo em Porto de Moz, iniciada ontem.

Um dos trapiches de Porto de Moz


Vou tirando fotos dos barcos ao longo da orla e guardando na memória as impressões da cidade. A outra parte da equipe deve desembarcar por aqui ainda hoje, vinda do município de Vitória do Xingu, num trajeto feito por ar (de avião de Belém a Altamira), terra (de carro até Vitória) e água (de lancha até Porto) desde Belém do Pará. Faremos imagens e entrevistas por aqui. E no início da noite vamos para a comunidade de Cuieiras, na Resex Verde Para Sempre.

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Padre Edilberto Sena,da Frente em Defesa da Amazônia, contesta reportagem do Diário do Pará

Fonte: Amazônia.org.br

Sob o título "Energia, a riqueza que emerge do Tapajós", o jornal Diário do Pará, publicou uma reportagem sobre o potencial hídrico do Rio Tapajós a ser explorado pelos projetos de construção de várias usinas hidrelétricas.

A reportagem foi reproduzida pelo sítio Amazonia.org.br, 10-09-2010 e pelas "Notícias do Dia" do IHU, 11-09-2010, com um amplo adendo "Para ler mais".

Edilberto Sena, padre, membro da Frente em Defesa da Amazônia, de Santarém, em nome da articulação Tapajós Vivo, contesta a reportagem em artigo, publicado a seguir.

Eis o artigo.

1. “Itaituba que deverá assumir também, dentro dez a quinze anos, a condição de um dos maiores produtores nacionais de energia elétrica. Isso, sem perder as características que foi adquirindo ao longo de décadas – uma cidade de vigoroso crescimento econômico e também demográfico, comércio dinâmico e reconhecida vocação para a atividade mineral, com destaque para a exploração aurífera. “

Só quem não conhece a cidade pode afirmar isso, ou sendo plantador de afirmações ufanistas com segundas intenções, o mais provável. Itaituba hoje vive o refluxo do ciclo dos garimpos: 100.000 habitantes, imensa periferia desordenada, maioria ex garimpeiros, um comércio dependente de Santarém e do sul do país, importando hortaliças, frutas e outros produtos de fora. Exploração de ouro continua, mas agora como admite o artigo, com grandes empresas forasteiras explorando ouro com tecnologia moderna e levando para fora os lucros. O que sustenta hoje a economia da cidade é a exploração desordenada de madeira (até o atual prefeito é grande madeireiro), uma criação de gado incipiente, herança de alguns donos de garimpos que empregaram seus lucros em fazendas e uma fábrica de cimento, que explora matéria prima local e vende cimento muito mais caro do que 15 anos atrás, quando cimento era importado. Quanto a maior produtor de energia elétrica será também o maior desastre econômico, social e ambiental da Amazônia. Para se ter uma idéia, caso as cinco usinas forem construídas serão 1.950 kms quadrados de inundações numa só bacia hidrográfica, o Tapajós; serão milhares de hectares de florestas de unidades de conservação destruídas, inclusive no Parque Nacional da Amazônia e no Parque Nacional do Jamanxin.

2. “Porém, quando está em discussão o futuro do município, as lideranças políticas, os dirigentes empresariais e os principais formadores de opinião de Itaituba têm como preocupação primeira, hoje, o debate sobre o papel que lhe caberá no mapa dos grandes produtores brasileiros de energia. E nem poderia ser diferente. Afinal, quando – e se – o complexo hidrelétrico do Tapajós estiver operando à plena carga, o Pará estará assumindo a liderança nacional do setor”.

As lideranças políticas de que fala o artigo são vereadores, prefeitos de plantão e outros da região, sem mandato. Não menciona que todos os atuais vereadores já foram seduzidos pela Eletronorte, com passeio turístico a Itaipu, tudo pago pela empresa para admirarem o progresso de Itaipu e sonharem com o progresso de Itaituba. Os oportunistas vereadores até hoje se omitem às críticas, ou aplaudem o perverso projeto das cinco hidrelétricas no Tapajós. Nos vários encontros que realizamos na cidade pepita (assim é conhecida lá) tivemos poucos, ou nenhum político participando. Observe que no mais recente encontro das 4 bacias ( 25 a 27 de agosto 2010) estivemos 540 participantes e nenhum político local compareceu

Portanto, o que se refere o artigo sobre “lideranças...” são oportunistas que sonham usufruir as sobras dos grandes empreendimentos do governo federal. Recusam analisar as conseqüências negativas para as famílias ribeirinhas e indígenas da região. Não pensam no inchaço que ocorrerá na cidade com a avalanche de migrantes que virão em busca de trabalho, sem chance. E ao final, toda a energia, se um dia for gerada, não será para Itaituba, nem o Pará, mas sim para grandes empresas mineradoras como ALCOA, MRN, Vale, Serabi, Rio Tinto e outras que estão de olho no eldorado amazônico.

3. “A maior das cinco usinas projetadas pela Eletrobrás para construção no rio Tapajós será a de São Luiz, nome de um vilarejo localizado próximo às cachoeiras do mesmo nome, cerca de 50 km acima de Itaituba. Uma falha geológica faz com que as águas do rio Tapajós experimentem naquele ponto um desnível acentuado. Ao longo de 17 km, elas descem furiosamente, espremendo-se em canais estreitos ou chocando-se violentamente contra as formações rochosas. Pelo plano inicial, essa usina seria construída a montante das cachoeiras, conduzindo a vazão do rio por um canal artificial que seria aberto dentro do Parque Nacional da Amazônia até a casa de força. Com isso, seria possível preservar as cachoeiras, evitando-se que elas fossem inundadas pelo reservatório”.

A descrição do projeto serve bem para quem vive em Porto Alegre, em Tókio, ou em Paris, tudo maravilha, dentro dos conformes dos cuidados com o meio ambiente. Maravilha! Mas para quem vive aqui na região e conhece a vida na floresta e no rio sabe que não é só uma questão de construir a montante ou jusante de um rio para salvar cachoeiras. É sim uma questão de pensar nas vidas dos ribeirinhos, indígenas, peixes de piracema, florestas do Parque Nacional da Amazônia. A preocupação da Eletronorte é gerar energia “limpa”, como eles dizem, ignorando que é suja a inundação de 732 kms quadrados, que será provocada com o primeiro lago gerado pela barragem de 36 metros de altura que se construída lá em São Luiz do Tapajós. Serão inundados 9.500 hectares de floresta do Parque Nacional da Amazônia, além de terras indígenas, florestas nacionais criadas pelo próprio atual governo.

4. “Na construção das cinco hidrelétricas, a Eletrobrás pretende utilizar o conceito de usinas-plataformas. À semelhança das plataformas submarinas de petróleo, elas vão dispensar a logística convencional de apoio, como a formação de grandes canteiros de obras e vilas residenciais. Na fase de construção, em vez de permitir a criação de cidades ao redor das usinas, o projeto da Eletrobrás se dispõe a criar reservas ambientais o que, em princípio, descartaria a possibilidade de ocupação humana.

Essa é uma das mentiras da empresa estatal que só mesmo quem não conhece pode aceitar. A empresa afirma que as usinas no Tapajós, se forem iniciadas atrairão cerca de 75.000 trabalhadores, porém, só absorverão 25.000 deles diretamente, o que significa que 50.000 migrantes estarão nas periferias de Itaituba procurando trabalho, causando problemas sociais, prostituição, assaltos,etc. Pensando nos 25.000 supostamente empregados nas obras, que seguirão moderno modelo de usinas construídas em forma de plataforma, como as da Petrobrás em alto mar. Ora, a maior até hoje construída pela Petrobrás cabe 450 pessoas trabalhando. Imaginando por outras experiências, que a usina de Jatobá a segunda na lista no Tapajós absorva 10.000 trabalhadores. Dividindo em 4 turnos, daria 2.500 trabalhadores em cada turno, nenhum morando na vizinhança da obra. Como seriam transportadas essas turmas para fora e para dentro da obra, a cada turno? De helicóptero, como sugere a Eletronorte? De navio? De avião? De que tamanho seria qualquer um desses meios de transportes para subir e descer o rio encachoeirado?

5. Com tais aberrações escritas num só artigo, só se pode imaginar que esta matéria tenha sido escrita por algum funcionário de marketing da Eletronorte e plantado num jornal não muito científico, como é o Diário do Pará, de Belém. Surpreende um site como o Amazônia.org.br se dê ao trabalho de reproduzir. De Itaituba o que sabemos é que é uma sociedade sofrida com 100.000 habitantes, dos quais ao menos 2/3 vivem nas periferias, desempregados ou semi empregados, com alto índice de prostituição, drogas, menores de rua e sem consciência crítica. Seus comerciantes e políticos, em sua maioria oportunistas, sonham em usufruir dos recursos e favores que nestes casos aparecem conjunturalmente, como foi no tempo dos garimpos do Tapajós. A Eletronorte, como no rio Madeira, Tucuruí e Estreito, vai enfiando goela abaixo as obras, iludindo as populações despolitizadas a aceitarem as obras como se fossem desenvolvimento.

Mas já existe aqui na região um crescente número de organizações populares que não aceitarão passivas as investidas dos que querem destruir os rios, as populações e as Unidades de Conservação para construir usinas poluentes e destruidoras da vida na região. Já existe uma Aliança Tapajós Vivo, que articula resistência firme, junto com os índios Munduruku contra os engodos da Eletronorte. O desastre atual no rio Madeira é um alerta para nós do Tapajós, por isso, estamos preparando a resistência.

sábado, 28 de agosto de 2010

Jornada literária

Foto: Divulgação

A Feira Pan-Amazônica do Livro abriu, oficialmente, ontem. Mas é hoje que a literatura começa a engranar mesmo. Na programação do Encontro Literário, Ariano Suassuna (sim, ele de novo)inaugura o primeio dia dos debates com o público, às 19h30. A promessa é de filas longas e quilométricas para ver o escritor de "A pedra do reino" e outras obras. Mas antes, ainda tem Felipe Pena falando sobre Jornalismo e Literatura, às 17h, no auditório Inglês de Souza, no circuito alternativo da programação da Feira.

São esperadas cerca de 500 mil pessoas nessa 14º edição do evento. Como de costume, foram convidados grandes nomes da literatura nacional que poderão dialogar com o público, esclarecendo dúvidas e contando um pouco das suas trajetórias. Os encontros literários ocorrem sempre às 19h30, com entrada franca.

Foto: Divulgação

O jornalista Caco Barcellos, idealizador do programa ‘Profissão Repórter’, irá mostrar, amanhã (29), diferentes ângulos da produção de notícias e contará experiências sobre sua atuação no jornalismo.

Mario Prata, o criador de Ugo Fioravanti, será também um dos convidados e seu bate-papo com o público ocorre no dia 30 de agosto.

No dia 31, Marcel Souto Maior, autor do livro que deu origem ao filme sobre Chico Xavier, será responsável por interagir com o público. Nos dias 1º e 2 de setembro irão se apresentar, respectivamente, os escritores, Carlos Heitor Cony e Celso Antunes.

Foto: AG Sued
Num encontro inédito, Luiz Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura estarão juntos no dia 3 de setembro para abordar assuntos sobre a publicação assinada pelos dois escritores, ‘Conversa sobre o tempo’.

Os apaixonados por teledramaturgia poderão participar, no dia 4, do bate-papo com o escritor Walcyr Carrasco, que já assinou inúmeras novelas de sucesso, como: O Cravo e a Rosa, A Padroeira, Chocolate com Pimenta, Sete Pecados e Alma Gêmea.

Os encontros literários encerram no domingo, 5, com a irreverência da apresentadora, capa da Playboy e escritora Fernanda Young.
Foto:Divulgação


Confira programação completa:
19h30 às 21h
28/08 – Ariano Suassuna
29/08 – Caco Barcellos
30/08 – Mario Prata
31/08 – Marcel Souto Maior
01/09 – Carlos Heitor Cony
02/09 – Celso Antunes
03/09 – Luis Fernando Veríssimo e Zuenir Ventura
04/09 – Walcyr Carrasco
05/09 – Fernanda Young

Fonte: Assessoria de Imprensa da Feira do Livro

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Salada musical na Feira do Livro 2010



Timbres e batidas irão ecoar no Hangar Centro de Convenções e Feiras da Amazônia durante a XIV edição da Feira Pan-Amazônica do Livro, que abre hoje, 27 de agosto, e segue até 5 de setembro, reunindo muitas atrações do universo literário e também do musical.

Nesta sexta-feira, 27, uma roda de capoeira esquenta os tambores para o show da Timbalada, que dá um colorido especial à festa literária, às 21h. Nos dez dias de Feira, passaam pelo palco, localizado na área do deck, 28 bandas e cantores, nomes de gabarito da música paraense e brasileira, como Pinduca, Suzana Flag, Calypso, Leila Pinheiro, Gilberto Gil, Sandra de Sá e Móveis Coloniais de Acaju, em apresentações gratuitas.

Lembrando que há uma novidade para quem quiser assistir aos shows em uma área reservada no deck: o ingresso que dá acesso a esse espaço mais próximo do palco tem que ser trocado antecipadamente por um livro infantil novo, que ao final da feira será destinado a uma biblioteca escolar pública. A troca será feita diariamente a partir do horário de abertura da feira, às 10h, exclusivamente para o show da noite em um posto de troca na entrada do pavilhão de feiras, limitado a duas trocas de ingresso por RG. A exceção é o show de abertura, da Timbalada, cujo ingresso será trocado às 19h.

Acompanhe a programação

27/08
Sexta-feira
21h - TIMBALADA


28/08
Sábado
20h - DESTRUIDORES DE TÓQUIO
21h - PAGODE DO BILÃO
22h - JORGE ARAGÃO

29/08
Domingo
20h - ORQUESTRA DE VIOLÃO CELLO DA AMAZÔNIA
21h - ALBA MARIA
22h - LEILA PINHEIRO

30/08
Segunda-feira
20h - SAMBA DE CACETE
21h - ORQUESTRA SINFÔNICA DO THEATRO DA PAZ
22h - AMAZÔNIA JAZZ BAND


31/08
Terça-feira
20h - BAMBAÊ DO ROSÁRIO
21h - PINDUCA
22h - MILTON GUEDES

01/09
Quarta-feira
20h - CAMIRANGA
21h - JAAFA REGGAE
22h - CALYPSO

02/09
Quinta-feira
20h - GAMBA
21h - SUZANA FLAG
22h - GILBERTO GIL


03/09
Sexta-feira
20h - MARABIRÉ
21h - FUNK COMO LE GUSTA
22h - LENINE


04/09
Sábado
20h - CLÃ REAL
21h - LUIZA POSSI
22h - EMILIO SANTIAGO


05/09
Domingo
20h - ADELBERT
21h - SANDRA DE SÁ
22h - MÓVEIS COLONIAIS DE ACAJU

Fonte: Assessoria de Imprensa da Feira do Livro

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Planeta Marajó

A maior ilha fluvial da Terra é forte candidata a se tornar reserva da biosfera. Entenda o que isso quer dizer com a amtéria a seguir, direto do Blog da Amazônia.


Campos salgados

Foto: Peabiru