Yorranna Oliveira

Achei a imagem aí de cima pesquisando no Google. E ela define perfeitamente um pouco do que eu sou e da proposta do blog: tem de tudo um pouco, e um pouco de quase tudo o que gosto. Aqui você vai encontrar sempre um papo sobre música, cinema, comunicação, literatura, jornalismo, meio ambiente, tecnologia e qualquer outra coisa capaz de me despertar algo e a vontade de compartilhar com vocês. Entrem e divirtam-se!

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Trabalho que se faz em grupo

Dezembro chega e o espírito natalino invade a cidade. Enfeites de Natal, ritmo acelerado de compras, pessoas ansiosas por confraternizar. Soma-se a isso, as programações especialmente montadas para época, como autos de Natal, contos Natalinos e a apresentação de corais. Nesse período, os grupos de coro espalham-se por Belém e encantam gente de todas as idades com as mensagens de paz, amor e alegria transmitidas nas canções.

Ao longo do ano, os Corais praticamente desaparecem da agenda cultural da cidade. Mas, basta o mês do Papai Noel e do nascimento do menino Jesus se aproximar para as vozes, sumidas da cena musical, destoaram pelos quatro cantos. A agenda vazia de uma hora para outra lota. Telefones tocam sem parar com pedidos e agendamentos de apresentação em todos os lugares imagináveis. Os ensaios do ano inteiro preparam o conjunto de vozes para fazer bonito diante do público, que comparece em peso para prestigiar.

Quem assiste aprova. Quem participa aprende, se envolve e se entrega à experiência de cantar em meio a tantas vozes. A cantora Simone Almeida, começou a carreira assim. Em 1983, influenciada pela irmã Graça Almeida, Simone começou a freqüentar os ensaios do coral da Escola Técnica Federal do Pará e não parou mais.

Esse primeiro contato foi o suficiente para a artista se apaixonar pela magia irradiada pelos coros. Tanto que até hoje sua vida se divide entre apresentações solo e coletivas. Há um ano, ela integra o Coro Municipal de Belém (COMBEL), da Secretaria Municipal de Administração (Semad), motivo de prazer e satisfação para a cantora.
“Cantar em coral é maravilhoso! Passamos a ter uma noção de coletividade e educamos nossa voz, além de fazermos muitos amigos. Sem contar as viagens, os encontros de corais pelo Brasil a fora. Quando você canta em coral o maior desafio é igualar as vozes do nipe para que soe como uma única voz. É como estar nas nuvens. Os corais são especiais e me remetem sempre aos anjos celestiais”, afirma Almeida.

Somado ao número de encontros, campeonatos e outros eventos, os Corais também lançam seus CDs e divulgam seus trabalhos. Nesse espaço, onde a união ganha destaque, cantar não tem idade. Como é o caso do Coro Infantil da Universidade da Amazônia. Criado em 1988, as crianças e adolescentes do grupo já lançaram três discos l. O último, “Minha terra, meu quintal", da série"De criança para criança", foi no dia 25 de novembro. O disco tem roteiro, regência e direção artística de Joelma Telles, músicas e trilha sonora de José Maria Bezerra; e os músicos Henrique Cirino, nos teclados e Rafael Barros, na percussão. Nele temas ligados ao meio ambiente são trazidos ao universo infantil, por meio dos seres de nosso folclore, como Curupira e outros.

Desenvolvido para estimular a criatividade e participação dos jovens, o coro procura formar crianças cidadãs, através da linguagens cênica e musical. Além disso, as questões amazônicas, como a preservação da fauna e flora da região sempre entram na didática do projeto. As crianças contribuem na escolha do repertório, e em cada etapa do processo de concepção das músicas cantadas, tanto nos eventos, como no CD.

A regente do coro, Joelma Telles cita os momentos da gravação do “Minha Terra” como exemplo do que é um trabalho coletivo. “Quando encenamos, além da voz e do corpo, temos iluminação, figurino e outras coisas que nos ajudam a levar o público ao universo da história, mas quando se trata de uma gravação, temos, além da trilha sonora, somente a voz para transmitirmos a mensagem e a emoção, uma atividade difícil até pra gente grande. Mas, nossas crianças tem grande sensibilidade em dar características a cada personagem, como por exemplo, o Curupira nervoso, a Iara tristonha, o Jabuti surfista, a sábia Mãe Natureza e muitos outros", conta a coordenadora.

Vitórias
O Coral Carlos Gomes é outro representante da importância musical dos grupos. Nascido no seio do Conservatório Carlos Gomes, o coro desde sua criação, em 1995, é regida pela maestrina cubana María Antonia Jímenez. Composta por professores e alunos do conservatório, a trupe viaja o Brasil e o mundo, mostrando os talentos da terra. O coro conquistou a medalha de ouro na V Olimpíada Mundial de Corais, realizada de 9 a 19 de julho, na Áustria. 93 países, 450 coros, 10 mil coralistas disputavam o primeiro lugar no pódio.

A medalha simboliza um feito inédito para o Pará e o Brasil. Principalmente depois da luta e força de vontade do grupo em seguir adiante, mesmo com os obstáculos. Luta que enche de orgulho o superintende da Fundação Carlos Gomes, Antonio Carlos Braga. Braga apoiou de todas as formas possíveis o coral. “Buscamos via Governo do Estado conseguir levá-los para competir e trazer essa vitória para nosso estado e nossa cidade. Graças a sensibilidade do governo tudo deu certo”, diz Antonio.

2 comentários:

Anderson disse...

Oi.
Achei muito interessante seu blog. [Parabéns].
Até breve.


Ps. Se possivel, não deixe de acessar meu blog para compreender um pouco do meu Fetiche. Desde já agradeço.

Pérolas da Comunicação disse...

Obrigada Anderson. Continue sempre a visitar o Pérolas.
Abraços,
Yorranna Oliveira!